Porto Alegre, quarta-feira, 25 de março de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre, quarta-feira, 25 de março de 2020.
Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Argentina

Notícia da edição impressa de 25/03/2020. Alterada em 24/03 às 20h47min

Coronavírus força Mães da Praça de Maio a deixarem de marchar pela 1ª vez desde 1977

Pela primeira vez desde o fim da ditadura militar argentina (1976-1983), o 24 de março, Dia da Memória Histórica, que, todos os anos, lembra os desaparecidos durante o regime, não contou com atos nas ruas. Também foi a primeira semana, desde 1977, que as Mães da Praça de Maio não saíram para marchar.
Pela primeira vez desde o fim da ditadura militar argentina (1976-1983), o 24 de março, Dia da Memória Histórica, que, todos os anos, lembra os desaparecidos durante o regime, não contou com atos nas ruas. Também foi a primeira semana, desde 1977, que as Mães da Praça de Maio não saíram para marchar.
Diante do cenário de coronavírus, elas realizaram um "pañuelazo" - agitação de panos brancos, símbolo das mães - e a publicação nas redes sociais dos nomes de 120 intelectuais e artistas desaparecidos, além de canções, poemas e fotos, acompanhados pelas hashtags #MesDeLaMemoria e #ConstruimosMemoria.
Por outro lado, a terça-feira (24) começou com mais de 200 detenções de motoristas nas estradas que ligam Buenos Aires ao litoral. Os que tentavam aproveitar o feriado e a quarentena na costa vão responder na Justiça a acusação de terem violado o decreto presidencial. No dia anterior, 800 pessoas foram detidas tentando deixar a cidade.