Porto Alegre, quarta-feira, 18 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Saúde

Notícia da edição impressa de 18/03/2020. Alterada em 17/03 às 20h25min

Coronavírus: EUA projeta pico da doença em 45 dias

Donald Trump disse que o país pode estar entrando em recessão

Donald Trump disse que o país pode estar entrando em recessão


SAUL LOEB/AFP/JC
A epidemia de coronavírus começou há pouco nos Estados Unidos e ainda deve continuar por semanas. O país vai atingir o pico do número de infectados em torno de 45 dias, por volta do início de maio, informou, nesta terça-feira, o imunologista Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas.
A epidemia de coronavírus começou há pouco nos Estados Unidos e ainda deve continuar por semanas. O país vai atingir o pico do número de infectados em torno de 45 dias, por volta do início de maio, informou, nesta terça-feira, o imunologista Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas.
Fauci, um dos mais importantes médicos do país e que acompanhou a epidemia de HIV no final dos anos 1980, acrescentou que a pandemia de Covid-19 só será combatida com a ajuda dos jovens. "Não tenha a atitude de 'sou jovem e não sou vulnerável'. Você não quer colocar as pessoas que você ama em risco, sobretudo os mais velhos."
Nesta terça-feira, com o número de casos confirmados de coronavírus no país passando de 5 mil, milhões de norte-americanos ficaram em casa ao invés de ir para o trabalho ou para a escola. Nova York e outras grandes cidades, como Los Angeles e San Francisco, tornaram as medidas de distanciamento social mais rigorosas, com o fechamento de bares, restaurantes, cinemas e teatros.
Em meio ao recrudescimento do cenário, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que o país "pode estar entrando em recessão" e que a realidade do coronavírus deve permanecer até "julho e agosto".
Em coletiva de imprensa na Casa Branca, que anunciou novas medidas, Trump disse que ainda não considera um toque de recolher no país, mas que isso pode ocorrer em algumas regiões nas quais a infecção está mais disseminada.
Questionado sobre a queda no mercado acionário diante de mais medidas restritivas, o republicano minimizou, dizendo que "o mercado pode se cuidar, é forte e resistirá ao vírus". Um pouco antes da provocação, ele disse que o melhor que o mercado financeiro tem a fazer é "passar pela crise".