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Saúde

02/03/2020 - 18h14min. Alterada em 02/03 às 18h18min

Coronavírus: estudo aponta infecção pela segunda vez em pacientes chineses

Na segunda infecção, sintomas apareceram de forma mais branda ou não se manifestaram

Na segunda infecção, sintomas apareceram de forma mais branda ou não se manifestaram


KIM WON-JIN/AFP/JC
Um estudo publicado na revista científica norte-americana Jama (Journal of the American Medical Association) diz que os testes de quatro profissionais da saúde chineses deram positivo para infecção pelo novo coronavírus pela segunda vez após terem recebido alta. Um deles permanece internado.
Um estudo publicado na revista científica norte-americana Jama (Journal of the American Medical Association) diz que os testes de quatro profissionais da saúde chineses deram positivo para infecção pelo novo coronavírus pela segunda vez após terem recebido alta. Um deles permanece internado.
Os pacientes foram atendidos no hospital da Universidade de Wuhan, na cidade que é o epicentro da doença na China. A descoberta sugere que o vírus permanece por mais tempo no organismo do que se imaginava. No Japão, uma mulher que recebeu tratamento para o novo coronavírus também voltou a ter a doença.
Os quatro pacientes passaram por exames após o tratamento e o resultado para a presença do vírus foi negativo. Três dos quatro receberam alta e um deles foi mantido em isolamento.
Após a alta, os funcionários e seus familiares foram convidados a manterem isolamento domiciliar durante cinco dias. Ao fim do período, os testes foram repetidos e todos deram positivo, indicando a recidiva (retorno) da infecção.
Para confirmar a recidiva, a equipe médica do hospital fez novos testes com material de um fabricante diferente. O resultado foi positivo de novo para todos os quatro pacientes. Dessa vez a infecção foi assintomática.
Segundo os relatos dos funcionários que tiveram recaída, eles não tiveram contato durante os cinco dias em casa com nenhuma pessoa que tivesse problemas respiratórios. Além disso, testes identificaram que os familiares não foram infectados.
Os pesquisadores responsáveis pelo estudo sugerem que os testes sejam refeitos com pacientes que não são profissionais da saúde e que tenham manifestado formas mais graves da doença para que se possa entender melhor o prognóstico da Covid-19.