Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 31 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Argentina

Alterada em 31/01 às 17h35min

Papa Francisco promete ajudar a Argentina na crise da dívida, diz Fernández

Francisco não visita sua terra natal desde que se tornou o primeiro papa da América Latina em 2013

Francisco não visita sua terra natal desde que se tornou o primeiro papa da América Latina em 2013


TIZIANA FABI/AFP/JC
O presidente argentino, Alberto Fernández, disse que o papa Francisco prometeu a ele fazer tudo o que puder para ajudar na crise da dívida de sua terra natal. Os dois líderes, que se conhecem há anos, se reuniram nesta sexta-feira (31) no Vaticano.
O presidente argentino, Alberto Fernández, disse que o papa Francisco prometeu a ele fazer tudo o que puder para ajudar na crise da dívida de sua terra natal. Os dois líderes, que se conhecem há anos, se reuniram nesta sexta-feira (31) no Vaticano.
O encontro a portas fechadas durou cerca de 45 minutos, tempo mais longo do que o que o pontífice costuma conceder a outros chefes de Estado, inclusive ao antecessor de Fernández, Mauricio Macri.
"O papa está nos ajudando muito e eu aprecio isso porque ele é um argentino preocupado com sua terra natal. A dívida trouxe pobreza à sociedade", disse o presidente argentino durante entrevista coletiva em frente à embaixada do país em Roma.
No final do encontro, que aconteceu na biblioteca papal, Francisco pediu em espanhol a Fernández e a sua mulher, Fabiola Yáñez, que os dois defendam a paz na Argentina.
"Foi examinada a situação do país, especialmente em relação a alguns problemas como a crise econômica financeira, a luta contra a pobreza, a corrupção, o narcotráfico, a ascensão social e a proteção da vida desde sua concepção", resumiu o Vaticano em um curto comunicado sobre a reunião.
O presidente admitiu após o encontro eles não debateram profundamente dois temas delicados para Francisco: a legalização do aborto, defendida abertamente por Fernández, e uma eventual viagem do papa a seu país de origem.
Francisco não visita sua terra natal desde que se tornou o primeiro papa da América Latina em 2013, mas o presidente argentino afirmou que não fez um novo convite ao pontífice porque não queria pressioná-lo."O papa é uma figura transcendental, está muito além dos argentinos, é da humanidade". acrescentou.
O tema é considerado sensível na Argentina e Francisco nunca explicou porque nunca quis visitar seu país.
Para alguns analistas, o papa evita um retorno para não ser acusado de interferir na política argentina, já que ele é visto como alguém simpático ao peronismo e crítico ao discurso liberal simbolizado por Macri.
O próprio Fernández compartilha muitas das ideias do papa sobre justiça social e citou o pontífice repetidamente em seu discurso de posse no mês passado.
O político de centro-esquerda de 60 anos prometeu contornar as divisões sociais e implantar um sistema de crédito com taxas baixas para impulsionar a demanda doméstica, além de aumentar os gastos para combater a fome e a pobreza.
O mandatário argentino recebeu um país em recessão desde meados de 2018, com um dos índices de inflação mais altos do mundo (53,8% em 2019) e pobreza de cerca de 40% da população.
O novo governo argentino também está empenhado em uma série de negociações com os credores pela dívida externa, que representa 91,6% do Produto Interno Bruto (PIB).
Na semana que vem, um seminário organizado no Vaticano representa mais uma oportunidade de diálogo, pois contará com a presença da diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e do ministro argentino da Economia, Martín Guzmán.
Folhapress
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia