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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Internacional

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Saúde

Edição impressa de 29/01/2020. Alterada em 28/01 às 20h39min

Organização Mundial da Saúde envia especialistas à China

Premiê Li Keqiang (e) visitou Wuhan para demonstrar a seriedade com que Pequim está considerando o problema

Premiê Li Keqiang (e) visitou Wuhan para demonstrar a seriedade com que Pequim está considerando o problema


STR/AFP/JC
A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai enviar uma delegação de especialistas à China para avaliar a situação do surto de coronavírus e guiar a resposta global à doença. O anúncio foi feito ontem, logo após reunião do diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom, com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim. "A OMS está trabalhando com o governo chinês para entender o vírus e conter sua disseminação", afirmou Adhanom, que elogiou a atuação do país asiático.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai enviar uma delegação de especialistas à China para avaliar a situação do surto de coronavírus e guiar a resposta global à doença. O anúncio foi feito ontem, logo após reunião do diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom, com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim. "A OMS está trabalhando com o governo chinês para entender o vírus e conter sua disseminação", afirmou Adhanom, que elogiou a atuação do país asiático.
Enquanto autoridades traçam planos para conter a disseminação da doença, o número de mortes causadas pela nova variante do coronavírus na China chegou a 106 pessoas. Na manhã de ontem, autoridades da província de Hubei anunciaram 25 mortes em 24 horas. O total de infectados já chega a 4.515 casos, após 1.771 novas ocorrências terem sido contabilizadas. Segundo a OMS, a maioria das pessoas que morreram era idosa e tinha outros problemas de saúde associados, como diabetes e doenças cardiovasculares.
Uma das mortes foi registrada na capital Pequim. As outras 24 foram em Hubei, a província em que o surto de coronavírus teve início, em dezembro. A cidade de Wuhan, onde os primeiros casos foram registrados, e outras 17 localidades de Hubei estão isoladas, com viagens de avião, trem e ônibus suspensas. Mais de 50 milhões de pessoas vivem na região afetada.
O premiê chinês Li Keqiang visitou Wuhan para demonstrar a seriedade com que Pequim está considerando o problema. Li visitou pacientes e profissionais da área médica que estão atuando na linha de frente de combate à doença.
As autoridades de saúde afirmam que as pessoas que visitaram Wuhan e outras áreas afetadas serão monitoradas por um período de duas semanas. He Qinghua, funcionário da Comissão Nacional de Saúde, avisou que "qualquer pessoa que tenha sido infectada será imediatamente encaminhada para um hospital e mantida sob quarentena".
O prefeito de Wuhan, Zhou Xianwang, admitiu que a cidade não forneceu informações sobre o novo coronavírus em tempo hábil. Zhou atribuiu o atraso ao fato de que o governo local tinha a obrigação de conseguir uma autorização antes de divulgar informações. Até o momento, cerca de 65 casos foram notificados em 17 países e territórios em todo o mundo.
Como medida para conter o vírus, o feriado prolongado do Ano-Novo Lunar foi estendido até 2 de fevereiro. O surto também está afetando a economia chinesa. As autoridades em Xangai pedem que estabelecimentos comerciais na cidade permaneçam fechados até o dia 9 de fevereiro.
O governo chinês diz que o número de pessoas que usam o transporte público em todo o país caiu cerca de 30% no sábado passado, o primeiro dia do Ano-Novo Lunar - em comparação com o mesmo período no ano passado.
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