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Porto Alegre, terça-feira, 28 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Internacional

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Segunda Guerra Mundial

Edição impressa de 28/01/2020. Alterada em 27/01 às 20h45min

Sobreviventes vão a Auschwitz celebrar 75 anos da liberação do campo nazista

Mais de 200 sobreviventes se encontraram na Polônia para compartilhar seus testemunhos

Mais de 200 sobreviventes se encontraram na Polônia para compartilhar seus testemunhos


JANEK SKARZYNSKI/AFP/JC
Passados 75 anos da libertação de Auschwitz, sobreviventes do Holocausto se reuniram ontem para homenagear a memória de mais de 1,1 milhão de vítimas e lançar um alerta ao mundo. Vindos de diversos países, os mais de 200 sobreviventes se encontraram no antigo campo de concentração nazista no Sul da Polônia para compartilhar seus testemunhos e chamar a atenção para a recente onda de ataques antissemitas dos dois lados do Atlântico - alguns deles letais.
Passados 75 anos da libertação de Auschwitz, sobreviventes do Holocausto se reuniram ontem para homenagear a memória de mais de 1,1 milhão de vítimas e lançar um alerta ao mundo. Vindos de diversos países, os mais de 200 sobreviventes se encontraram no antigo campo de concentração nazista no Sul da Polônia para compartilhar seus testemunhos e chamar a atenção para a recente onda de ataques antissemitas dos dois lados do Atlântico - alguns deles letais.
Com gorros e lenços com listras azuis e brancas, simbolizando os uniformes que usavam, eles atravessaram, com tristeza, o portão de ferro com a inscrição "Arbeit macht frei" ("o trabalho liberta"). Acompanhados do presidente polonês, Andrzej Duda, depositaram coroas de flores perto do Muro da Morte, onde os nazistas mataram milhares de pessoas.
Retornando ao local onde seus parentes foram assassinados, Yvonne Engelman, de 92 anos, sobrevivente que vive na Austrália, relembrou os horrores que viveu. "Ouvíamos crianças tossindo, chorando, sufocando com o gás e também com o cheiro da carne humana. O grande medo era de que nós seríamos os próximos", disse.
"Queremos que a próxima geração saiba o que nós vivemos e que isso não aconteça nunca mais", declarou David Marks, de 93 anos, que perdeu 34 familiares no campo.
Criado em 1940 pela Alemanha nazista na Polônia ocupada, a princípio para abrigar prisioneiros políticos poloneses, o campo se tornou o maior dos centros de extermínio onde o plano de Adolf Hitler de matar todos os judeus - a "Solução Final" - foi colocado em prática.
A partir de meados de 1942, os nazistas deportaram sistematicamente judeus de toda Europa para seis grandes campos de extermínio: Auschwitz-Birkenau, Belzec, Chelmno, Majdanek, Sobibor e Treblinka.
O presidente de Israel, Reuven Rivlin, condenou o aumento do sentimento contra judeus em todo o mundo. "Hoje, ouvimos vozes que espalham ódio, na internet, nas ruas e nos centros de poder político. Nosso dever é combater o antissemitismo, o racismo e a nostalgia fascista, males doentes que ameaçam corroer as fundações de nossas democracias", disse ele, que viajou até a Polônia para participar da solenidade. Mais de 60 autoridades estiveram no evento, incluindo membros de famílias reais e chefes de Estado e de governo.
Estudos mostram que, apesar do Holocausto, atitudes antissemitas persistem. Uma pesquisa de 2019 da Liga Anti-Difamação dos EUA mostrou que 25% dos europeus têm atitudes "perniciosas e difundidas" em relação aos judeus, em comparação com 19% dos norte-americanos. Na Alemanha, 42% concordaram que os judeus ainda falam demais sobre o que aconteceu no Holocausto.
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