Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 26 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Saúde

26/01/2020 - 11h17min. Alterada em 26/01 às 17h12min

Mortes por coronavírus na China sobem para 56

Governo confirmou 1.975 casos da doença e diz que a capacidade do vírus de se espalhar está mais forte

Governo confirmou 1.975 casos da doença e diz que a capacidade do vírus de se espalhar está mais forte


NOEL CELIS/AFP/JC
O número de mortes causadas pelo novo coronavírus na China subiu para 56 e o número de pessoas infectadas mais que dobrou em relação às últimas 24h, totalizando 1.975 casos, apontou o Ministério da Saúde da China neste domingo (26). Segundo o órgão, o país está entrando em um "estágio crucial" e "parece que a capacidade do vírus de se espalhar está ficando mais forte".
O número de mortes causadas pelo novo coronavírus na China subiu para 56 e o número de pessoas infectadas mais que dobrou em relação às últimas 24h, totalizando 1.975 casos, apontou o Ministério da Saúde da China neste domingo (26). Segundo o órgão, o país está entrando em um "estágio crucial" e "parece que a capacidade do vírus de se espalhar está ficando mais forte".
O ministro da Saúde da China, Ma Xiaowei, se recusou a estimar quanto tempo levaria para que a situação ficasse sob controle, mas as restrições de viagens e outras medidas estritas devem trazer resultados "com menor custo e maior velocidade", ressaltou.
No sábado (25), o presidente da China, Xi Jinping, chamou o surto da doença de uma situação grave e disse que o governo está intensificando os esforços para restringir viagens e reuniões, enquanto apressa para levar equipe médica e suprimentos para a cidade central da crise, Wuhan, que permanece fechada.
No centro do surto, onde encontra-se 11 milhões de moradores, Wuhan proibiu a maioria dos veículos, incluindo carros particulares, no centro da cidade a partir deste domingo. A cidade disponibilizará 6.000 táxis aos bairros para ajudar as pessoas a se locomoverem, se necessário.
A China cortou o transporte de trens, ônibus e aviões para a cidade desde 22 de janeiro e expandiu o bloqueio para 16 cidades vizinhas que, juntas, somam mais de 50 milhões de habitantes - maior que Nova York, Londres, Paris e Moscou juntas.
Wuhan está construindo dois hospitais improvisados com cerca de 1.000 leitos cada para lidar com o crescente número de pacientes. A cidade disse que o primeiro deve ser entregue já no dia 3 de fevereiro. 
Por medo de novas infecções, várias cidades, entre elas Pequim, cancelaram festividades e a prefeitura de Xangai fechou a Disneylândia da cidade. Importantes pontos turísticos, como trechos da Grande Muralha e a Cidade Proibida, um palácio imperial, também foram fechados por tempo indeterminado.
Em vários locais do país, moradores já se queixam da falta de equipamentos de proteção, como máscaras.
Pesquisas iniciais mostraram que cobras podem ser a origem da transmissão do vírus, mas autoridades de saúde chinesas dizem acreditar que morcegos e texugos são outras possíveis causas para explicar a disseminação da doença. 
Enquanto isso, a disseminação da doença ao redor do mundo continua. O governo chinês relatou cinco casos em Hong Kong, dois em Macau e três em Taiwan. Um pequeno número de casos foi encontrado na Tailândia, Japão, Coreia da Sul, EUA, Vietnã, Cingapura, Malásia, Nepal, França e Austrália.
Os EUA confirmaram casos no estado de Washington, Chicago e, mais recentemente, no Sul da Califórnia. O último paciente divulgado no sábado à noite viajou deWuhan e está isolado em um hospital e em boas condições. Enquanto isso, o Canadá afirmou ter descoberto seu primeiro caso, um homem de 50 anos que estava em Wuhan antes de voar para Toronto.
Estadão Conteúdo
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia