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Saúde

Edição impressa de 24/01/2020. Alterada em 23/01 às 20h17min

Para conter coronavírus, China cancela eventos do Ano-Novo

Ordem do governo de Wuhan é para utilização de máscaras, sob pena de responsabilização legal

Ordem do governo de Wuhan é para utilização de máscaras, sob pena de responsabilização legal


NOEL CELIS/AFP/JC
O governo chinês anunciou, na noite de quarta-feira, o isolamento de Wuhan, a sétima maior cidade do país, entre outras cidades, devido ao surto de coronavírus. Os serviços de ônibus municipais e intermunicipais, trens e balsas foram totalmente desativados. Todos os voos foram cancelados, e passeios turísticos estão suspensos até o dia 8 de fevereiro. Além de Wuhan, foram isoladas as cidades de Huanggang, Ezhou Chibi e Zhijiang.
O governo chinês anunciou, na noite de quarta-feira, o isolamento de Wuhan, a sétima maior cidade do país, entre outras cidades, devido ao surto de coronavírus. Os serviços de ônibus municipais e intermunicipais, trens e balsas foram totalmente desativados. Todos os voos foram cancelados, e passeios turísticos estão suspensos até o dia 8 de fevereiro. Além de Wuhan, foram isoladas as cidades de Huanggang, Ezhou Chibi e Zhijiang.
Até esta quinta-feira, foram confirmados 631 casos de coronavírus na China, com 17 mortes, segundo o People's Daily, um dos maiores jornais do país. O número de países afetados também subiu, e outras oito nações já registram ao menos uma ocorrência da doença: EUA, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Singapura e Arábia Saudita. Outras duas regiões - Hong Kong e Macau - também confirmaram pacientes com o vírus.
A ordem de paralisar os serviços de transporte público começou a valer às 10h15min do horário local. Os primeiros serviços a parar foram os de metrô e trens. Há relatos, na imprensa local, de passageiros presos dentro das estações. Situação similar foi relatada no Aeroporto Internacional de Wuhan Tianhe. Antes da paralisação, cidadãos foram informados que os ônibus voltariam para as garagens às 11h.
As autoridades de Wuhan ordenaram que todos os cidadãos utilizem máscaras, e a entrada de pessoas sem máscara em prédios públicos foi proibida sob pena de responsabilização legal. "Aqueles que desconsiderarem o aviso serão punidos de acordo com as leis e regulamentos relevantes", diz o texto divulgado pelo governo de Wuhan.
Com a alta procura por itens como máscaras, roupas de proteção e desinfetantes, a sede da Cruz Vermelha na China disponibilizou um serviço de atendimento 24 horas para receber doações. Os mercados estão lotados desde o amanhecer com cidadãos comprando e estocando mantimentos. As autoridades de comércio de Wuhan anunciaram que vão fortalecer o fornecimento de carne, ovos, vegetais e grãos.
O Ano-Novo chinês, que acontece no próximo dia 25 de janeiro, teve eventos cancelados. Sete filmes que seriam exibidos no Festival da Primavera (que comemora a passagem de ano) tiveram suas estreias adiadas. Em 2019, comemorações do festival renderam cerca de US$ 724,6 milhões (R$ 3 bilhões).

OMS diz que 'não é hora' de declarar o novo vírus como emergência global

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, nesta quinta-feira, que "não é hora" de declarar o coronavírus como emergência global. No entanto, o chefe do comitê de emergência da OMS, Didier Housin, informou que a entidade está pronta para se reunir nos próximos dias se houver avanço da epidemia.

Os especialistas ainda não escolheram um nome para o vírus e admitiram que não sabem como ocorre a transmissão de um animal para um humano e, depois, o contágio entre humanos. Segundo o comitê, a China tomou medidas que seriam apropriadas para limitar a propagação do coronavírus.

Questionados por jornalistas, os especialistas disseram que não analisaram o surto sob um ponto de vista político. Cada país, portanto, deve tomar as medidas que julgar adequadas para evitar a entrada e a difusão do coronavírus em seus territórios. "Reforçamos a importância das medidas de contenção e do exame das pessoas que viajam", disse Housin em entrevista coletiva.

Ainda assim, segundo o comitê, a comunidade global deve ficar alerta para o "potencial avanço da epidemia". Para evitá-la, é preciso investir em medidas preventivas que impediram o surto de outros coronavírus - entre elas, a higiene pessoal.

Nos últimos dez anos, a OMS declarou o título de emergência global para saúde em apenas cinco ocasiões - epidemia do vírus H1N1 (2009), ebola na África Ocidental (2013-2016), poliomielite (2014), zika vírus (2016) e surto de ebola na República Democrática do Congo (2019).

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