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Estados Unidos

- Publicada em 02h18min, 23/01/2020. Atualizada em 03h00min, 23/01/2020.

Senado começa a julgar o impeachment de Trump

No plano de McConnell estava prevista uma votação para decidir se seriam admitidos pedidos de convocação de testemunhas

No plano de McConnell estava prevista uma votação para decidir se seriam admitidos pedidos de convocação de testemunhas


CHIP SOMODEVILLA/AFP/JC
O Partido Democrata sofreu sua primeira grande derrota no processo de impeachment contra o presidente norte-americano, Donald Trump. Na noite de terça-feira, no primeiro dia de julgamento no Senado, dominado pelos republicanos, os senadores negaram, por 53 votos a 47, dois pedidos de intimação para apresentar documentos - dirigidos à Casa Branca e ao Departamento de Estado.
O Partido Democrata sofreu sua primeira grande derrota no processo de impeachment contra o presidente norte-americano, Donald Trump. Na noite de terça-feira, no primeiro dia de julgamento no Senado, dominado pelos republicanos, os senadores negaram, por 53 votos a 47, dois pedidos de intimação para apresentar documentos - dirigidos à Casa Branca e ao Departamento de Estado.
Os senadores argumentaram que a responsabilidade pela produção de provas era da Câmara dos Deputados. No entanto, a Casa intimou o Executivo várias vezes - todas as requisições foram negadas pela equipe do presidente.
A obtenção de documentos, assim como a convocação de novas testemunhas, tornou-se um dos pontos centrais do impeachment. Uma das acusações que pesam contra Trump é justamente a de impedir que a Câmara investigasse o episódio envolvendo a Ucrânia. O republicano teria usado o cargo para pressionar o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, a reabrir uma investigação sobre os negócios de um filho do ex-vice-presidente Joe Biden - o democrata é pré-candidato à eleição presidencial deste ano, na qual Trump disputará a reeleição.
O presidente teria condicionado o envio de um pacote de ajuda militar de mais de US$ 390 milhões ao anúncio do inquérito de corrupção envolvendo o rival. O episódio veio à tona graças a uma denúncia anônima.
Outras regras que definirão o rito impeachment no Senado foram motivo de confronto entre democratas e republicanos na segunda-feira. Nos EUA, as poucas normas sobre a condução do processo são omissas em pontos-chave, como a convocação de novos depoimentos, o que faz com que os senadores tenham o poder de definir tanto o rito quanto o desfecho do julgamento.
A proposta inicial, divulgada na noite de segunda-feira pelo presidente do Senado, o republicano Mitch McConnell, previa que houvesse uma votação para decidir se seriam admitidos pedidos de convocação de testemunhas e de intimação de documentos após a apresentação dos argumentos da acusação e da defesa.
O plano também estipulava que cada uma das apresentações duraria 24 horas, distribuídas por dois dias, seguidas de 16 horas para perguntas. Além da questão das novas provas, os senadores votariam para decidir se seriam incluídos no processo os autos do procedimento que tramitou na Câmara, onde estão as evidências.
Os três pontos foram duramente criticados pelos democratas, que defendem a inclusão automática dos autos, três dias para a apresentação de argumentos e a votação sobre as novas provas já no início do julgamento.
Os senadores da oposição avaliam que, caso a decisão sobre novas evidências ocorra após a explanação da acusação e da defesa, há maior risco de que os republicanos pressionem por uma votação final sobre a absolvição de Trump - a oportunidade de produzir novas provas seria perdida.
 
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