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Segurança

- Publicada em 02h15min, 21/01/2020. Atualizada em 03h00min, 21/01/2020.

Paraguai decreta intervenção federal em presídio após fuga em massa

O primeiro dos 40 brasileiros do Primeiro Comando da Capital (PCC) que fugiram na madrugada de domingo da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, foi recapturado na manhã de ontem, em Ponta Porã, no lado brasileiro da fronteira. De acordo com o secretário da Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, o preso foi pego em um dos bloqueios do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), unidade especializada que atua na região.
O primeiro dos 40 brasileiros do Primeiro Comando da Capital (PCC) que fugiram na madrugada de domingo da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, foi recapturado na manhã de ontem, em Ponta Porã, no lado brasileiro da fronteira. De acordo com o secretário da Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, o preso foi pego em um dos bloqueios do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), unidade especializada que atua na região.
Desde domingo, cerca de 500 quilômetros da fronteira com o Paraguai estão com barreiras montadas pelas forças do estado e da União na tentativa de evitar a entrada de algum dos 76 fugitivos no Brasil. O homem de 30 anos foi abordado em um dos bloqueios, em Ponta Porã, e levado para a delegacia da Polícia Civil para identificação. Conforme o secretário, ele é de Imperatriz, no Maranhão, e cumpria pena no Paraguai por tráfico de drogas havia quatro anos.
No Paraguai, a ministra da Justiça, Cecilia Pérez decretou intervenção na penitenciária de Pedro Juan Caballero. O diretor do presídio, Christian González, foi demitido do cargo e colocado à disposição da Justiça. A ministra determinou também a revisão dos procedimentos de segurança em todos os presídios que abrigam presos de facções criminosas no Paraguai. As férias de funcionários foram suspensas, e houve determinação de que todos se apresentassem a seus postos de trabalho. A estimativa é de que existam cerca de 600 detentos ligados ao PCC no Paraguai.
Os 30 funcionários da penitenciária foram ouvidos na manhã de ontem. "É alta a possibilidade de envolvimento de funcionários corruptos, porque é impossível que não tenham visto a quantidade de areia em uma das celas", afirmou Cecilia. Após a fuga, uma vistoria encontrou cerca de 200 sacos de areia amontoados em uma cela, o que reforçou a suspeita de omissão ou conivência de funcionários.
 

Vice-ministro de Política Criminal renuncia após denúncia do Brasil

O vice-ministro de Política Criminal do Paraguai, Hugo Volpe, pediu demissão do cargo ontem, um dia após a fuga dos 76 presos. Um dos principais articuladores da luta contra o narcotráfico em seu país, Volpe teria sido apontado pelo Ministério da Justiça do Brasil como envolvido em esquema de corrupção.

O presidente Mario Abdo aceitou a demissão e nomeou para o cargo o então vice-ministro de Justiça, Edgar Taboada. Nota divulgada pelo Ministério de Justiça informa que a saída de Volpe se deu "como parte das investigações realizadas pela fuga de 76 membros do PCC", entre eles, 40 brasileiros. Conforme a nota, no entanto, "a medida foi tomada após análise de relatórios enviados pelo Ministério da Justiça do Brasil, nos quais Volpe é mencionado por supostos atos irregulares cometidos enquanto atuava como promotor na cidade de Pedro Juan Caballero".

Ao ser confrontado com a denúncia, o promotor teria negado os fatos, mas decidiu pela não permanência no cargo para se defender das acusações.

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