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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Internacional

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oriente médio

Alterada em 13/01 às 08h52min

Kimia Alizadeh, única mulher medalhista olímpica do Irã, abandona o país

Atleta se tornou a primeira mulher medalhista olímpica do Irã, em 2016

Atleta se tornou a primeira mulher medalhista olímpica do Irã, em 2016


peyman/ISNA/AFP/JC
A lutadora de Taekwondo Kimia Alizadeh comunicou a decisão de deixar o Irã em meio as tensões militares do país com os Estados Unidos. A declaração foi feita por meio do seu perfil oficial no Instagram.
A lutadora de Taekwondo Kimia Alizadeh comunicou a decisão de deixar o Irã em meio as tensões militares do país com os Estados Unidos. A declaração foi feita por meio do seu perfil oficial no Instagram.
Na rede social, a atleta, que fez história nas Olimpíadas do Rio de Janeiro ao se tornar a única mulher medalhista do Irã, o que lhe rendeu o apelido de "Tsunami", falou sobre sua despedida rumo à Europa.
"Deixe-me começar com uma saudação, uma despedida ou condolências. Eu sou uma das milhões de mulheres oprimidas no Irã com quem eles brincam há anos. Eles me levavam para onde queriam. Eles usavam tudo o que eu dizia. Tudo o que eles me mandavam dizer, eu dizia. Eles me exploravam", disse. "Eu não era importante para eles. Nenhum de nós importava para eles. Nós éramos ferramentas".
Kimia diz ainda que, apesar de tudo, nunca deixará de ser "filha do Irã".
"Meu espírito conturbado não se encaixa nos seus laços econômicos sujos e lobbies políticos apertados. Não desejo nada além de Taekwondo, segurança e uma vida feliz e saudável. Mas continuo sendo filha do Irã onde quer que esteja", afirmou. "O Irã continuará a perder mulheres mais fortes, a menos que aprenda a capacitá-las e apoiá-las".
Folhapress
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