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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Internacional

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Diplomacia

Edição impressa de 13/01/2020. Alterada em 13/01 às 03h00min

União Europeia pede calma após detenção de embaixador no Irã

Estudantes iranianos realizaram vigílias em homenagem às vítimas

Estudantes iranianos realizaram vigílias em homenagem às vítimas


AFP/JC
O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, disse, neste domingo, que a UE pede a distensão e o espaço para a diplomacia no Irã. A declaração foi publicada em uma rede social após a breve prisão do embaixador britânico em Teerã, Rob Macaire, acusado de incitar protestos, na noite de sábado. "Muito preocupado com a detenção temporária do embaixador britânico Rob Macaire no Irã. Total respeito à convenção de Viena é uma obrigação", disse Borrell.
O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, disse, neste domingo, que a UE pede a distensão e o espaço para a diplomacia no Irã. A declaração foi publicada em uma rede social após a breve prisão do embaixador britânico em Teerã, Rob Macaire, acusado de incitar protestos, na noite de sábado. "Muito preocupado com a detenção temporária do embaixador britânico Rob Macaire no Irã. Total respeito à convenção de Viena é uma obrigação", disse Borrell.
Detido por cerca de uma hora e liberado em seguida, Macaire negou qualquer envolvimento com mobilizações. "Fui a um evento anunciado como uma vigília pelas vítimas da tragédia. É normal querer prestar homenagens - algumas das vítimas eram britânicas. Saí depois de cinco minutos, quando algumas pessoas começaram a cantar palavras de ordem", disse. O ministro das Relações Exteriores britânico, Dominic Raab, classificou o episódio como "violação flagrante da legislação internacional".
Ontem, o Irã confirmou a detenção de Macaire e disse que o diplomata foi liberado após identificação. "Quando a polícia me disse que um homem detido estava dizendo que era embaixador do Reino Unido, eu disse 'impossível'. Depois de conversarmos por telefone, identifiquei, para minha surpresa, que era ele", afirmou o vice-ministro de Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi no Twitter. "Quinze minutos depois, ele estava livre."
Os protestos foram registrados em Teerã e em outras cidades do país depois que o Irã assumiu a responsabilidade pela derrubada do Boeing 737-800 da Ukraine International Airlines em Teerã. A aeronave caiu cinco minutos após decolar do aeroporto Imam Khomeini. O voo seguia para Kiev com a 176 pessoas a bordo - todas morreram no acidente.
Vídeos publicados em redes sociais mostraram centenas de manifestantes reunidos em frente à Universidade Amir Kabir, na capital, pedindo a renúncia do aiatolá Ali Khamenei, e, segundo a agência Reuters, manifestantes voltaram a se reunir ontem.
Apesar da situação tensa, Borrell e líderes de Alemanha, França e Rússia, entre outros, têm reconhecido a importância da admissão de responsabilidade do Irã e mantido diálogo constante com o país por meio do presidente Hassan Rouhani, que tem se comprometido a garantir investigações.
Sobre os protestos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou que o Irã deve permitir que organizações de direitos humanos acompanhem e reportem os protestos. "Não pode haver outro massacre de manifestantes pacíficos nem uma queda de internet. O mundo está de olho", disse Trump no Twitter.
 
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