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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Internacional

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França

Edição impressa de 13/01/2020. Alterada em 13/01 às 03h00min

Macron retira aumento de idade mínima da Previdência

O governo da França "retirou provisoriamente", no sábado, a medida mais controversa de sua proposta de reforma da Previdência, que previa aumentar a idade mínima para aposentadoria de 62 para 64 anos. A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro Edouard Philippe em uma carta dirigida aos sindicatos. "O compromisso que ofereço me parece a melhor forma de reformar pacificamente nosso sistema de aposentadorias", escreveu.
O governo da França "retirou provisoriamente", no sábado, a medida mais controversa de sua proposta de reforma da Previdência, que previa aumentar a idade mínima para aposentadoria de 62 para 64 anos. A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro Edouard Philippe em uma carta dirigida aos sindicatos. "O compromisso que ofereço me parece a melhor forma de reformar pacificamente nosso sistema de aposentadorias", escreveu.
Philippe condicionou a retirada definitiva da medida a um acordo sobre "o equilíbrio e o financiamento das aposentadorias" durante uma reunião prevista com sindicatos e organizações de patronais. Caso contrário, disse, o governo "adotará por decreto as medidas necessárias para alcançar o equilíbrio até 2027".
O premiê fez a concessão depois que negociações entre o governo e os principais sindicatos falharam em chegar a um acordo na sexta-feira. A maior das entidades de trabalhadores, a CFDT, inclinada a aceitar uma reforma limitada, recebeu bem a medida, dizendo em nota que ela mostrava "a disposição do governo de se comprometer".
Outro dos principais sindicatos da oposição, o CGT, alertou que estava "mais decidido do que nunca" em alcançar a retirada total do projeto. A CFDT, mais moderada, se declarou pronta para continuar negociando após a retirada da idade mínima.
Os sindicatos mobilizaram novamente, no sábado, milhares de pessoas em protestos por toda a França. Foi a quinta grande manifestação nacional em pouco mais de um mês contra a reforma do sistema previdenciário, uma das promessas eleitorais mais ambiciosas do presidente Emmanuel Macron.
Caminhoneiros, professores, advogados e médicos, entre outros, exigem a retirada total do projeto, que prevê a fusão dos 42 atuais regimes de Previdência, organizados por profissões, e o estabelecimento de um novo sistema de cálculo, único e exclusivo por pontos.
 
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