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Porto Alegre, quinta-feira, 09 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Internacional

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Justiça

Alterada em 09/01 às 19h10min

Sargento da FAB preso com cocaína na Espanha vira réu por tráfico internacional

A Justiça Militar da União decidiu nesta quinta-feira (9) transformar em réu, por tráfico internacional de drogas, o militar brasileiro detido com 37 kgs de cocaína em Sevilha, na Espanha, em junho do ano passado. Desde então, ele está preso preventivamente no país europeu, a pedido da Justiça espanhola.
A Justiça Militar da União decidiu nesta quinta-feira (9) transformar em réu, por tráfico internacional de drogas, o militar brasileiro detido com 37 kgs de cocaína em Sevilha, na Espanha, em junho do ano passado. Desde então, ele está preso preventivamente no país europeu, a pedido da Justiça espanhola.
O sargento Manoel da Silva Rodrigues embarcou com os entorpecentes em um voo oficial da Força Aérea Brasileira (FAB) e foi flagrado pelo raio-x do aeroporto durante escala na Europa. A comitiva do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) faria o mesmo percurso dias depois rumo a Osaka, no Japão, para participar da reunião do G20.
A denúncia foi recebida pelo juiz federal da Justiça Militar Frederico Magno de Melo Veras, que marcou o início das audiências do caso para o próximo dia 21 de maio. O crime não está previsto no Código Penal Militar mas, segundo a Justiça, pode ser enquadrado como um "crime militar por extensão".
Como o réu está preso no exterior, sua citação envolve um pedido de cooperação jurídica internacional, intermediado pelo Ministério da Justiça e o magistrado considerou que não era necessário avaliar a aplicação de medidas cautelares restritivas de liberdade no Brasil.
Além do processo na Justiça brasileira, Silva Rodrigues é acusado pelo episódio também pela promotoria da Espanha. O órgão pediu que o militar brasileiro cumpra oito anos de prisão e pague multa de 4 milhões de euros (cerca de R$ 18 milhões).
Para o promotor espanhol, os fatos constituem crime contra a saúde pública, com a agravante da "notória importância da substância confiscada". Os investigadores consideraram que o militar era uma "mula" e que iria se encontrar no hotel com uma pessoa que se encarregaria da droga.
A cocaína estava em 37 pacotes de um pouco mais de 1 kg enrolados em fita bege e amarela.
Segundo dados do Escritório da ONU para Drogas e Crime, 1 kg de cocaína na Espanha, no atacado, custava cerca de US$ 38.600 (R$ 148 mil), o que faria com que o valor do total apreendido fosse de aproximadamente US$ 1,4 milhão (R$ 6,3 milhões).
Segundo inquérito da Aeronáutica, o sargento só precisou passar a bagagem pelo raio-x em Sevilha. Na Base Aérea de Brasília, houve apenas pesagem das malas, mas nem por este procedimento Silva Rodrigues teria passado, já que teria embarcado junto com as comissárias, mesmo que estivesse na condição de passageiro.
Na Espanha, o raio-x detectou presença de material orgânico na bagagem do sargento. Mas, questionado, ele afirmou que levava queijo a uma prima que morava na Espanha.
Quando as autoridades espanholas perceberam a presença de cocaína, Silva Rodrigues ficou em choque e não disse mais nada. À Justiça, o militar afirmou que não sabia que havia cocaína na bagagem.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do sargento.
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