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África

- Publicada em 03h02min, 30/12/2019. Atualizada em 03h00min, 30/12/2019.

Explosão deixa ao menos 76 mortos na Somália

Total de vítimas ainda não foi confirmado, mas pode chegar a 90

Total de vítimas ainda não foi confirmado, mas pode chegar a 90


Abdirazak Hussein FARAH/AFP/JC
A explosão de um carro-bomba no sábado, em Mogadíscio, capital da Somália, deixou dezenas de mortos e feridos, em um dos piores ataques no país em anos. Há discrepância sobre o número de mortos, que ainda não foi confirmado por autoridades locais.
A explosão de um carro-bomba no sábado, em Mogadíscio, capital da Somália, deixou dezenas de mortos e feridos, em um dos piores ataques no país em anos. Há discrepância sobre o número de mortos, que ainda não foi confirmado por autoridades locais.
Segundo a agência AFP, o diretor de um serviço de ambulâncias informou que são ao menos 76 e que o total deve aumentar. Já a agência Reuters afirma que são 90, citando uma organização internacional que atua no país e não quis ter o nome divulgado. Um membro do Parlamento somali, Abduruzak Mohamed, escreveu, em sua conta no Twitter, também ter sido informado de 90 mortes, incluindo 17 policiais, 73 civis e quatro estrangeiros.
O atentado ocorreu às 8h (2h no horário de Brasília), próximo a um posto de controle e de um escritório fiscal - área com circulação intensa de pessoas, incluindo estudantes que estavam em um ônibus que passava nas redondezas.
Sábado é um dia útil no país muçulmano, e a explosão ocorreu durante a hora de maior movimento da manhã, deixando o local cheio de escombros e de veículos queimados e cobertos de sangue.
O prefeito de Mogadíscio, Omar Mohamud Mohamed, declarou, em uma entrevista coletiva, que ao menos 90 pessoas ficaram feridas e que ainda se desconhece o número exato de mortos. De acordo com ele, a maioria das vítimas é formada por "estudantes inocentes e outros civis".
Mohamed disse, também, que dois cidadãos turcos - aparentemente engenheiros civis que trabalhavam na construção de estradas - estão entre os mortos. O ministro das Relações Exteriores da Turquia confirmou a informação.
A Turquia é um dos principais doadores da Somália desde a crise da fome, em 2011, e, juntamente com o governo do Catar, financia uma série de projetos de infraestrutura e médicos no país.
O atentado não foi reivindicado por nenhuma organização, mas ataques desse tipo são frequentes na região, onde o grupo terrorista islâmico Al Shabaab, ligado à Al Qaeda, tem forte atuação. O Al Shabaab promete derrubar o governo somali, que conta com o apoio da comunidade internacional, da Organização das Nações Unidas e de 20 mil soldados da força da União Africana. A organização terrorista surgiu a partir da União de Tribunais Islâmicos, que, antigamente, controlava o Centro e o Sul do país. Estima-se que, atualmente, contaria com 5 mil a 9 mil membros.
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