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Porto Alegre, domingo, 24 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Bolívia

24/11/2019 - 14h03min. Alterada em 24/11 às 16h16min

Presidente interina promulga lei convocando novas eleições na Bolívia

Jeanine Anez levanta documento com a oficialização da convocação das eleições de urgência

Jeanine Anez levanta documento com a oficialização da convocação das eleições de urgência


AIZAR RALDES/AFP/JC
A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, formalizou neste domingo (24) uma lei para convocar novas eleições para substituir Evo Morales, sem estabelecer data para isso. Caberá a um novo tribunal eleitoral, ainda não nomeado, definir a data, mas a notícia sobre a disputa futura nas urnas diminuiu os protestos pelo país.
A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, formalizou neste domingo (24) uma lei para convocar novas eleições para substituir Evo Morales, sem estabelecer data para isso. Caberá a um novo tribunal eleitoral, ainda não nomeado, definir a data, mas a notícia sobre a disputa futura nas urnas diminuiu os protestos pelo país.
Autoridades do governo interino dizem que Morales não poderá concorrer e também que será escolhida uma nova Assembleia Legislativa na disputa. Os protestos já duram 35 dias e deixaram 32 mortos, provocando a renúncia de Morales e seu posterior exílio para o México. "Meu mandato é organizar eleições justas, limpas e transparentes", afirmou Jeanine Áñez.
O novo Tribunal Supremo Eleitoral será escolhido em 20 dias pelos legisladores. Ele estabelecerá uma data para a disputa que não deve superar 120 dias a partir da posse dos magistrados, segundo um acordo com a bancada majoritária do Movimento ao Socialismo (MAS), o partido de Morales. A mediação da Organização das Nações Unidas, da União Europeia, da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de bispos católicos possibilitou os acordos.
Um eventual segundo turno se realizaria 45 dias depois, o que poderia exceder o mandato constitucional de 120 dias do governo interino de Áñez. Ela iniciou no sábado uma negociação com setores que protestam para escutar suas demandas, entre eles a liberação de detidos e a retirada dos militares das ruas. Ainda há conflitos menores, mas "o caminho está mais claro para a pacificação", disse o ministro da Presidência, Jerjes Justiniano. A entrada de alimentos e combustíveis já se normalizou em grande parte de La Paz. 
Estadão Conteúdo
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