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Porto Alegre, segunda-feira, 18 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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América do Sul

Edição impressa de 18/11/2019. Alterada em 18/11 às 03h00min

Chile terá plebiscito sobre nova Constituição em 2020

O Congresso do Chile chegou a um acordo durante a madrugada de sexta-feira para realizar, em abril de 2020, um plebiscito sobre uma nova Constituição que substituirá a atual, vigente desde a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), após quase um mês de confrontos em diversos pontos do país.
O Congresso do Chile chegou a um acordo durante a madrugada de sexta-feira para realizar, em abril de 2020, um plebiscito sobre uma nova Constituição que substituirá a atual, vigente desde a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), após quase um mês de confrontos em diversos pontos do país.
Depois de horas de intensas negociações, os principais partidos da oposição e a coalizão do governo firmaram um "acordo pela paz e a nova Constituição", no qual se comprometem a convocar o plebiscito.
Segundo o acordo, necessário para modificar a atual Carta Magna, será promovida a realização de uma consulta em abril de 2020 para responder a duas perguntas: se a população quer ou não uma nova Constituição e que tipo de órgão deve redigir o documento, uma "Assembleia Mista Constitucional" ou uma "Assembleia Constitucional", explicou o presidente do Senado, Jaime Quintana, membro do opositor Partido pela Democracia.
A Assembleia Mista Constitucional, impulsionada pelos partidos da coalizão do governo direitista, seria formada por 50% de cidadãos eleitos para isso e 50% de parlamentares em exercício, enquanto a Assembleia Constitucional, promovida pelos partidos da oposição, teria todos seus integrantes eleitos especificamente para isso.
A eleição dos membros de uma ou outra instância será realizada em outubro de 2020, coincidindo com as eleições regionais e municipais sob voto voluntário.
O acordo foi aprovado em um Congresso no qual nenhuma das forças políticas conta com os dois terços necessários para fazer qualquer modificação na Constituição e após quase um mês de violentos protestos que deixaram 22 mortos e milhares de feridos e detidos.
O passo foi recebido com euforia pelo mercado após quase um mês de crise. Entre as primeiras reações positivas destacou-se a da Bolsa de Santiago, que começou o dia com alta de mais de 6%, enquanto o dólar registrava uma queda abrupta após atingir máximos históricos e superar os 800 pesos por dólar desde terça-feira da semana passada, quando houve um agravamento da violência.
Em quase 30 anos de democracia, nenhuma iniciativa para mudar a base da Constituição prosperou, principalmente em razão da oposição direitista no Congresso.
 
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