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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

Internacional

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Eleições sul-americanas

Edição impressa de 28/10/2019. Alterada em 28/10 às 08h16min

Alberto Fernández é eleito presidente da Argentina no 1º turno

Eleitores da chapa peronista aguardavam o resultado da apuração tomando as ruas de Buenos Aires

Eleitores da chapa peronista aguardavam o resultado da apuração tomando as ruas de Buenos Aires


RONALDO SCHEMIDT/AFP/JC
Os primeiros números da apuração presidencial argentina, na noite de domingo, sacramentaram o candidato kirchnerista, Alberto Fernández, como novo presidente da Argentina. Ele disputou contra o atual presidente, Mauricio Macri.
Os primeiros números da apuração presidencial argentina, na noite de domingo, sacramentaram o candidato kirchnerista, Alberto Fernández, como novo presidente da Argentina. Ele disputou contra o atual presidente, Mauricio Macri.
Com 80% das urnas apuradas, Fernández somava 47,29% dos votos e não podia mais ser alcançado. Macri tinha 41,30%. Na Argentina, um candidato vence em primeiro turno com índice superior a 45% ou acima de 40% mais diferença de dez pontos para o segundo colocado.
Logo após o encerramento da votação, às 18h10min, o ministro do Interior, Rogelio Frigerio, com rosto aparentemente abatido, pediu calma à população, dizendo que era necessário esperar os primeiros dados oficiais, que começaram a ser divulgados a partir das 21h.
Pela manhã, o chefe de gabinete do governo, Marcos Peña, disse em um café com jornalistas que, caso a diferença fosse muito curta, seria necessário esperar até a contagem definitiva, voto a voto, que sairá em alguns dias. No fim do dia, já no "bunker" de Macri, Peña voltou a pedir paciência até que a Justiça Eleitoral divulgasse todos os dados, "porque é preciso defender a democracia e a transparência, pois estamos seguros de que ainda é possível ir ao segundo turno".
Às 18h15, Fernández surgiu no portão de seu prédio, no bairro de Puerto Madero, com os olhos marejados, disse "obrigado a todos, vocês sabem que não posso falar nada ainda, mas agradeço a todos, gosto muito de todos vocês". E se despediu: "Até mais tarde". Ele estava acompanhado da mulher, Fabíola Yañez.
O candidato kirchnerista publicou uma foto em seu Twitter em que faz a letra L com as mãos, e alusão ao movimento "Lula Livre", e parabenizou o ex-presidente brasileiro pelo aniversário de 74 anos completados neste domingo.
Cerca de 34 milhões de argentinos - o voto é obrigatório no país - estavam habilitados a votar nas eleições ocorridas ontem. Estavam em jogo os cargos de presidente e vice-presidente, senadores e deputados. As eleições primárias, realizadas em agosto no país, apontaram para uma vitória em primeiro turno da chapa peronista de Alberto Fernández e Cristina Kirchner, o que de fato ocorreu.
Ao conversar com jornalistas antes do resultado da eleição, Fernández disse que se lembra de Néstor Kirchner todos os dias e que gostaria de ter falado com ele neste dia, já que, para o candidato, o ex-presidente "ajudaria a Argentina a se levantar novamente".
Macri foi eleito presidente em 2015 com 51,34% dos votos, após mais de uma década de governos de esquerda. Marido da senadora Cristina, Néstor Kirchner, falecido em 2010, governou o país de 2003 a 2007. Cristina o sucedeu e governou de 2007 a 2015.
Alberto Fernández terá o desafio de resgatar a Argentina de uma profunda crise, com perda nos empregos e alta inflação: 53% nos últimos 12 meses.
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