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Porto Alegre, sexta-feira, 20 de setembro de 2019.
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Jornal do Comércio

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Petróleo

20/09/2019 - 09h42min. Alterada em 20/09 às 09h53min

Irã ameaça EUA com 'guerra total'

Trabalhadores trabalham em unidade alvo de ataques para retomada da produção

Trabalhadores trabalham em unidade alvo de ataques para retomada da produção


FAYEZ NURELDINE/AFP/JC
Um ataque militar dos EUA ou da Arábia Saudita contra o Irã causará a uma "guerra total", alertou nesta quinta-feira (19), o chanceler iraniano, Mohamed Javad Zarif. Americanos e sauditas culpam o Irã pelo ataque contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita, cuja responsabilidade foi reivindicada pelos rebeldes houthis do Iêmen.
Um ataque militar dos EUA ou da Arábia Saudita contra o Irã causará a uma "guerra total", alertou nesta quinta-feira (19), o chanceler iraniano, Mohamed Javad Zarif. Americanos e sauditas culpam o Irã pelo ataque contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita, cuja responsabilidade foi reivindicada pelos rebeldes houthis do Iêmen.
As declarações do chanceler são a advertência mais direta de Teerã aos EUA e à Arábia Saudita, rival regional dos iranianos. Desde que o presidente americano, Donald Trump, decidiu abandonar o pacto nuclear de forma unilateral, em maio do ano passado, ataques com drones atribuídos ao Irã no Estreito de Ormuz aumentaram.
As declarações de Zarif também pareceram ser uma resposta ao secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que durante sua viagem de emergência à Arábia Saudita, na quarta-feira, se referiu aos ataques do fim de semana como um "ato de guerra". Questionado pela emissora CNN sobre as consequências de um ataque de Washington ou de Riad, Zarif foi duro. "Será uma guerra total. Não teremos dúvidas quanto a defender nosso território."
O governo republicano ainda avalia como reagir. No entanto, de acordo com a imprensa, Trump reluta em ordenar uma ação militar, o que explicaria declarações recentes bem menos agressivas. Ao ser questionado sobre os últimos comentários de Zarif, o secretário de Estado dos EUA confirmou que a Casa Branca quer encontrar uma "saída pacífica".
"Com certeza, gostaríamos de chegar a uma resolução pacífica", disse Pompeo nesta quinta, em visita aos Emirados Árabes, após deixar Riad. "Ainda estamos nos esforçando para construir uma coalizão. Estive na Arábia Saudita, num ato de diplomacia, enquanto o ministro das Relações Exteriores do Irã fica fazendo ameaças."
Os Emirados Árabes, aliados dos sauditas, que também participam da guerra contra os houthis no Iêmen, anunciaram nesta quinta que se juntariam à coalização liderada pelos EUA para proteger as vias navegáveis no Oriente Médio após os ataques. "Entramos na aliança com o objetivo de garantir a segurança energética global e o fluxo contínuo de suprimentos de energia à economia global", afirmou Salem al-Zaabi, funcionário do Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes.
O Pentágono informou nesta quinta que trabalha com os sauditas para encontrar uma maneira de fornecer mais proteção à parte norte do país após os ataques.
Estadão Conteúdo
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