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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de setembro de 2019.
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Espanha

Edição impressa de 18/09/2019. Alterada em 18/09 às 03h00min

Formação de governo segue travada na Espanha

Se não houver consenso, legislatura será dissolvida pelo rei Felipe VI (d)

Se não houver consenso, legislatura será dissolvida pelo rei Felipe VI (d)


/ANDRES BALLESTEROS/AFP/JC
Na última semana para chegar a um acordo que lhe permita seguir no governo da Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez teve novas derrotas. Com isso, crescem as chances de que o país tenha sua quarta votação geral em quatro anos. Houve eleições gerais em abril, mas, cinco meses depois, nada está resolvido.
Na última semana para chegar a um acordo que lhe permita seguir no governo da Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez teve novas derrotas. Com isso, crescem as chances de que o país tenha sua quarta votação geral em quatro anos. Houve eleições gerais em abril, mas, cinco meses depois, nada está resolvido.
O Psoe, de Sánchez, foi o partido mais votado e tem 123 dos 350 assentos na Câmara Baixa, mas precisa de ajuda para formar maioria. O caminho natural seria se unir à coligação Unidas Podemos, pois ambos são de esquerda. No entanto, não houve acordo.
Liderada por Pablo Iglesias, a sigla Podemos quer integrar o governo em troca de apoio, mas não houve acerto sobre quais cargos seriam entregues. O partido quer ministérios com mais poder, algo que Sánchez nega.
"Para nós, compartir responsabilidades é o razoável. Em um governo progressista não é razoável que estejam representadas apenas as sete milhões de pessoas que votaram no Psoe", disse Iglesias ontem, em entrevista coletiva.
Sem acordo, a Podemos prometeu se abster, o que facilita o caminho para Sánchez, que pode obter a aprovação do governo por maioria simples (mais de 50% dos votos dos parlamentares presentes). Mas, para isso, precisa que os demais partidos não votem contra ele. Sánchez agora busca acordo com a direita. O premiê negocia com os Cidadãos e o PP para que também se abstenham, o que abriria caminho para a formação do governo.
Líder do Cidadãos, Albert Rivera pede três coisas: que Sánchez se comprometa a não dar indulto aos separatistas catalães presos, que seja dissolvido o governo regional de Navarra, formado por legendas separatistas, e que não ocorra aumentos de impostos e de gastos públicos. O Psoe segue reticente em atender a estas demandas de forma plena. E o Cidadãos deu uma resposta ríspida na manhã de ontem.
"Acabo de falar com Pedro Sánchez. Sua resposta à solução que estamos oferecendo nega a realidade e é uma provocação aos espanhóis. Peço que a retifique, volte ao constitucionalismo e permita o desbloqueio da Espanha", publicou Rivera em uma rede social. A aproximação com a direita melindrou ainda mais a Unidas Podemos, que deixou no ar a possibilidade de mudar sua posição de abstenção caso haja acerto com Cidadãos e PP.
Em caso de acordo, o Parlamento realizará debates e votações até o dia 23, data limite para a aprovação. Se não houver consenso, a legislatura será dissolvida pelo rei Felipe VI e novas eleições serão marcadas para 10 de novembro.
Sánchez assumiu o cargo em junho de 2018, depois que o governo de Mariano Rajoy (PP) caiu após ser alvo de denúncias de corrupção. Apesar da vitória nas eleições de abril de 2019, o Psoe já teve a investidura ao governo negada em duas votações no Parlamento.
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