Porto Alegre, domingo, 26 de julho de 2020.
Dia dos Avós.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
domingo, 26 de julho de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Oriente Médio

- Publicada em 03h03min, 02/09/2019. Atualizada em 03h00min, 02/09/2019.

Governo norte-americano impõe sanções a petroleiro do Irã

Os Estados Unidos impuseram sanções ao petroleiro iraniano Adrian Darya-1, liberado por Gibraltar há quase duas semanas, e, agora, afirmam que a embarcação está indo para a Síria, desafiando sanções internacionais contra o regime de Bashar al-Assad. "Temos informações confiáveis de que o petróleo está a caminho de Tartus, na Síria", escreveu, no Twitter, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.
Os Estados Unidos impuseram sanções ao petroleiro iraniano Adrian Darya-1, liberado por Gibraltar há quase duas semanas, e, agora, afirmam que a embarcação está indo para a Síria, desafiando sanções internacionais contra o regime de Bashar al-Assad. "Temos informações confiáveis de que o petróleo está a caminho de Tartus, na Síria", escreveu, no Twitter, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.
A punição atinge tanto o petroleiro quanto o capitão do navio. Em um próximo passo, o governo norte-americano pode vir a determinar medidas de retaliação contra portos e empresas que tenham negócios envolvendo o cargueiro. "Isso serve de lição para quem for tentado a apoiar o petróleo iraniano em movimento destinado ao regime assassino de Assad", afirmou o secretário de Segurança Nacional, John Bolton.
O cargueiro, que era anteriormente chamado de Grace-1 e que transporta 2,1 milhões de barris de petróleo, avaliados em
US$ 130 milhões, foi detido em 4 de julho perto da costa de Gibraltar, por suspeitas de que transportava petróleo destinado à Síria, violando um embargo da União Europeia (UE). A apreensão acabou elevando as tensões entre o Reino Unido e o Irã, com Teerã negando qualquer violação.
Em 18 de agosto, o navio recebeu permissão para zarpar, apesar de uma intervenção do Departamento de Justiça dos EUA, que desejava que o petroleiro permanecesse retido. O pedido foi pedido rejeitado pelo governo de Gibraltar, que alegou não poder deter o petroleiro porque as sanções não são aplicáveis na UE.
As autoridades britânicas asseguraram que haviam decidido liberar o navio depois que o Irã se comprometera a não enviar a carga para a Síria. Desde sua liberação por Gibraltar, o petroleiro está navegando pelo Mar Mediterrâneo sem que seja conhecido seu destino, embora Teerã tenha anunciado, na semana passada, que havia vendido o petróleo que o navio transporta.
Na sexta-feira, de acordo com o site de monitoramento Marine Traffic, o Adrian Darya-1 estava a Noroeste de Chipre, aparentemente indo para a Turquia. O Ministério do Exterior turco disse que o navio estaria a caminho do Líbano. As autoridades libanesas garantiram, no entanto, que não haviam recebido nenhum pedido para desembarcar o petroleiro. Informou-se, depois, que o navio não atracaria em um porto libanês, mas que estava se dirigindo para "as águas territoriais do país".
 
Comentários CORRIGIR TEXTO