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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de agosto de 2019.
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Ásia

Edição impressa de 28/08/2019. Alterada em 28/08 às 03h00min

Indonésia vai erguer nova capital para substituir Jacarta

Aposta é que medida melhore a riqueza entre os 267 milhões de cidadãos

Aposta é que medida melhore a riqueza entre os 267 milhões de cidadãos


BAY ISMOYO/AFP/JC
Jacarta está prestes a se tornar uma ex-capital. O governo da Indonésia começará a construir sua nova capital no final de 2020, na parte oriental da ilha de Bornéu, para fugir do congestionamento, da superpopulação e do risco de Jacarta afundar. A aposta é que uma nova capital para o país do Sudeste asiático melhorará a distribuição de renda entre seus 267 milhões de cidadãos - e aliviará a pressão sobre Jacarta, cidade com 10 milhões de habitantes que é o centro comercial e político da Indonésia por séculos.
Jacarta está prestes a se tornar uma ex-capital. O governo da Indonésia começará a construir sua nova capital no final de 2020, na parte oriental da ilha de Bornéu, para fugir do congestionamento, da superpopulação e do risco de Jacarta afundar. A aposta é que uma nova capital para o país do Sudeste asiático melhorará a distribuição de renda entre seus 267 milhões de cidadãos - e aliviará a pressão sobre Jacarta, cidade com 10 milhões de habitantes que é o centro comercial e político da Indonésia por séculos.
Há outros motivos para a mudança. Além de estar superpopulosa, a cidade sofre com poluição, congestionamentos e também está afundando. Dois quintos da capital indonésia estão abaixo do nível do mar, e essa submersão é cada vez maior: cerca de 20 centímetros por ano. Isso se deve, principalmente, às fundações pantanosas da ilha.
Esse problema custa cerca de 100 trilhões de rupias (US$ 7 bilhões) por ano em perda de produtividade. A nova capital será em uma área abrangendo duas regiões - North Penajam Paser e Kutai Kartanegara - na província de Kalimantan Oriental. Kalimantan é a parte indonésia da ilha de Bornéu, que também abriga dois estados da Malásia (Sarawak e Sabah) e a nação de Brunei.
A nova capital fica cerca de 1,4 mil quilômetros ao Nordeste de Jacarta, está geograficamente no meio da Indonésia e é protegida de terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas que ocorrem em outras ilhas. A construção terá início em 2020, e os escritórios do governo começarão a se mudar em 2024, junto com cerca de 1,5 milhão de empregados.
As autoridades dizem ter se inspirado na mudança de pelo menos 30 capitais no século passado, incluindo Brasília (Brasil), Astana (Cazaquistão) e Camberra (Austrália). Por outro lado, Naypyidaw, concebida pela junta de Mianmar, permanece praticamente vazia.
Embora uma nova capital normalmente abrigue prédios do governo, é raro ver um desenraizamento em grande escala de empresas privadas e da população em geral. Com isso, Jacarta continuará crescendo. A população está a caminho de alcançar 35,6 milhões até 2030, ajudando a derrubar Tóquio como a cidade mais populosa do mundo.

Medida busca reduzir a disparidade de renda no país

O presidente do país, Joko Widodo, diz que o movimento ajudará a diminuir a disparidade de renda no arquipélago, que tem mais de 17 mil ilhas. Java é responsável por quase 60% da população da Indonésia e contribui com cerca de 58% de seu produto interno bruto. Kalimantan é responsável por 5,8% da população e contribui com 8,2% do PIB. A ilha tem aeroportos e estradas razoavelmente bem desenvolvidos e amplo acesso à água potável. A ideia é construir uma cidade moderna, inteligente e verde, que pode servir como a "capital do século".

O custo para construir uma cidade do zero para acomodar 1,5 milhão de pessoas é estimado em 466 trilhões de rupias (US$ 33 bilhões). Os projetos serão financiados pel governo, empresas estatais e privadas, e parcerias público-privadas. Destes, Widodo diz que o menor fardo cairá sobre o Estado.

Grupos ambientalistas se preocupam com o custo de um habitat natural já exaurido. Bornéu, lar de espécies ameaçadas de extinção, como o orangotango, perdeu 30% de suas florestas em pouco mais de quatro décadas - grande parte para a indústria de papel e celulose, e para plantações de óleo de palma.

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