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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de julho de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Irã

Edição impressa de 11/07/2019. Alterada em 11/07 às 03h00min

Potências pedem reunião urgente sobre pacto com Irã

Diplomata francês foi enviado para Teerã para discutir a questão com autoridades iranianas

Diplomata francês foi enviado para Teerã para discutir a questão com autoridades iranianas


STRINGER/IRANIAN PRESIDENCY/AFP/JC
Diversas potências europeias acusaram o Irã de "perseguir atividades inconsistentes com seus compromissos", assumidos no acordo nuclear de 2015, e pediram uma reunião urgente entre as partes envolvidas no pacto para discutir o cumprimento das regras pelos iranianos. Nos últimos dias, Teerã anunciou que enriqueceria urânio acima do limite de 3,67% estabelecido no acordo, o que foi confirmado ontem por agentes da Organização das Nações Unidas (ONU) em encontro com diplomatas. Segundo eles, o nível foi elevado a 4,5% de pureza.
Diversas potências europeias acusaram o Irã de "perseguir atividades inconsistentes com seus compromissos", assumidos no acordo nuclear de 2015, e pediram uma reunião urgente entre as partes envolvidas no pacto para discutir o cumprimento das regras pelos iranianos. Nos últimos dias, Teerã anunciou que enriqueceria urânio acima do limite de 3,67% estabelecido no acordo, o que foi confirmado ontem por agentes da Organização das Nações Unidas (ONU) em encontro com diplomatas. Segundo eles, o nível foi elevado a 4,5% de pureza.
Enquanto os Estados Unidos insistem em sua estratégia de exercer "pressão máxima" sobre o país do Oriente Médio, adotando sanções, os europeus tentam buscar uma solução, com o envio do diplomata francês Emmanuel Bonne a Teerã para salvar o acordo - ontem, ele se reuniu com o presidente Hassan Rouhani e com o ministro de Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, para falar sobre o assunto. O Irã diz que quer continuar a se submeter ao plano, mas que não pode fazê-lo indefinidamente se as sanções norte-americanas persistirem, impedindo o país de receber os benefícios econômicos previstos.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) verificou os níveis de enriquecimento por meio de um sistema de monitoramento em tempo real. Ainda assim, o percentual está distante dos 20% que o Irã atingiu antes do acordo, e dos 90% necessários para construir armas nucleares. O enviado do Irã à ONU disse que todas as atividades nucleares iranianas estão sob monitoramento da AIEA e que o país "não tem nada a esconder".
Reino Unido, Alemanha, França, Rússia, China e Irã são as partes remanescentes no acordo, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global. "Essas questões de compliance devem ser lidadas no escopo do acordo, e uma comissão conjunta precisa ser convocada urgentemente", disse o grupo de países, em comunicado.
O acordo de 2015 abriu ao Irã acesso ao comércio mundial por meio da retirada da maioria das sanções econômicas contra o país, em troca de limitações a seu programa nuclear. O futuro do pacto está em dúvida desde o ano passado, quando os EUA se retiraram e voltaram a impor sanções unilaterais.
Mesmo fora do acordo, o presidente Donald Trump prometeu nova retaliação após tomar conhecimento da elevação no nível de enriquecimento. "As sanções vão aumentar em breve, substancialmente", anunciou no Twitter.
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