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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de julho de 2019.
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América do Sul

Edição impressa de 10/07/2019. Alterada em 10/07 às 03h00min

Itália condena à prisão perpétua 24 envolvidos na Operação Condor

 Juan Carlos Blanco, ex-ministro das Relações Exteriores do Uruguai, foi um dos condenados

Juan Carlos Blanco, ex-ministro das Relações Exteriores do Uruguai, foi um dos condenados


MIGUEL ROJO/AFP/JC
A Justiça italiana condenou, na segunda-feira, à prisão perpétua 24 envolvidos na Operação Condor. Entre os condenados estão ex-chefes de Estado e expoentes dos serviços militares e de segurança da Bolívia, do Chile, do Peru e do Uruguai, acusados de sequestrar e assassinar 23 cidadãos de origem italiana que viviam em países sul-americanos durante as décadas de 1970 e 1980.
A Justiça italiana condenou, na segunda-feira, à prisão perpétua 24 envolvidos na Operação Condor. Entre os condenados estão ex-chefes de Estado e expoentes dos serviços militares e de segurança da Bolívia, do Chile, do Peru e do Uruguai, acusados de sequestrar e assassinar 23 cidadãos de origem italiana que viviam em países sul-americanos durante as décadas de 1970 e 1980.
A chamada Operação Condor foi uma estratégia político-militar conjunta de ditaduras sul-americanas para exterminar adversários. Com a decisão, o Tribunal de Apelação de Roma alterou a sentença de primeira instância, proferida em 2017, que estabelecia oito prisões perpétuas e 19 absolvições por delitos prescritos.
O processo começou há 20 anos, em 1999, com a denúncia na Itália, de familiares de desaparecidos. Inicialmente, a investigação incluía 140 pessoas, entre elas 11 brasileiros, mas problemas burocráticos ligados à morte de muitos dos suspeitos reduziram o número de réus.
O ex-militar uruguaio Jorge Néstor Troccoli é um dos condenados e foi o único a comparecer ao julgamento, pois tem cidadania italiana e reside no país desde 2007, quando fugiu do Uruguai após ter confessado participar de torturas. Troccoli era considerado um membro da inteligência ligada à ditadura de seu país.
Em abril deste ano, o governo uruguaio enviou à Justiça italiana informações de que Troccoli teria atuado na organização de um voo que resultou no desaparecimento de 22 uruguaios. Também foram condenados o ex-presidente boliviano Luis Garcia Meza Tejada, falecido no ano passado; Luis Arce Gomez, ex-ministro do Interior da Bolívia; Juan Carlos Blanco, ex-ministro das Relações Exteriores do Uruguai; o chileno Jeronimo Hernán Ramirez Ramirez; e o ex-presidente peruano Francisco Rafael Cerruti Bermudez.
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