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Porto Alegre, terça-feira, 09 de julho de 2019.
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Jornal do Comércio

Internacional

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Direitos Humanos

Edição impressa de 09/07/2019. Alterada em 09/07 às 03h00min

Bachelet denuncia condições de imigrantes presos nos EUA

Alta Comissária da ONU disse estar 'profundamente chocada' com situação

Alta Comissária da ONU disse estar 'profundamente chocada' com situação


CRISTIAN HERNANDEZ/AFP/JC
A chefe do Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), a chilena Michelle Bachelet, disse estar "chocada" com as condições nas quais os Estados Unidos estão mantendo imigrantes e refugiados detidos, incluindo crianças, informou seu escritório em um comunicado ontem.
A chefe do Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), a chilena Michelle Bachelet, disse estar "chocada" com as condições nas quais os Estados Unidos estão mantendo imigrantes e refugiados detidos, incluindo crianças, informou seu escritório em um comunicado ontem.
"Como pediatra, mas também como mãe e ex-chefe de Estado, estou profundamente chocada que crianças sejam forçadas a dormir no chão em instalações superlotadas, sem acesso adequado a cuidados de saúde ou alimentação, e com condições de saneamento ruins", disse Bachelet, segundo o comunicado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, fez da repressão à imigração um dos pilares de seu governo e de sua campanha de reeleição para 2020. Parlamentares democratas, de oposição, e ativistas de direitos civis que visitaram centros de detenção de imigrantes ao longo da fronteira EUA-México descreveram um cenário de pesadelo, marcado pela superlotação e pelo acesso inadequado à alimentação, à água e a outras necessidades básicas.
Entre os abusos identificados estão uso excessivo da força, detenções arbitrárias, separação de famílias, negação de serviços essenciais, assim como repatriações e expulsões forçadas. Na semana passada, o inspetor-geral do Departamento de Segurança Interna (DHS) publicou fotos de centros de acolhimento de imigrantes do Vale do Rio Grande, no Texas, com o dobro de pessoas para os quais foram construídos.
"Na maioria desses casos, os imigrantes e refugiados embarcaram em jornadas perigosas com seus filhos em busca de proteção e dignidade e longe da violência e da fome", disse Bachelet. "Quando finalmente acreditam que chegaram em segurança, podem se ver separados de seus entes queridos e trancafiados em condições indignas. Isso nunca deveria acontecer em lugar nenhum."
A privação da liberdade de adultos deveria ser uma medida de último caso e durar o menor tempo possível, com salvaguardas legais e condições que cumprem padrões internacionais de direitos humanos, afirmou. Deter uma criança, ainda que por períodos curtos e em boas condições, pode ter um impacto grave em sua saúde e seu desenvolvimento, acrescentou ela.
Os escritórios do Alto Comissariado de Direitos Humanos no México e na América Central também documentaram várias violações de direitos humanos contra migrantes e refugiados que estão em trânsito rumo aos Estados Unidos. A ONU e Bachelet, em particular, sempre reconheceram que a questão migratória é complexa e não existem soluções fáceis para os países de origem, os de passagem e os de destino, e vêm reivindicando há bastante tempo que os governos trabalhem de forma coordenada para atender às causas que levam à migração. As principais são a insegurança, a violência sexual e de gênero, a pobreza e os efeitos da mudança climática e da degradação do meio ambiente em vários países pobres.
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