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Porto Alegre, terça-feira, 02 de julho de 2019.
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Internacional

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Ásia

Edição impressa de 02/07/2019. Alterada em 02/07 às 03h00min

Manifestantes invadem o Parlamento de Hong Kong

Protesto lembrava o 22º aniversário da devolução do território à China

Protesto lembrava o 22º aniversário da devolução do território à China


VIVEK PRAKASH/AFP/JC
Manifestantes contrários ao governo de Hong Kong invadiram ontem o Parlamento local, durante protesto que lembrava o 22º aniversário da devolução do território à China, em um novo capítulo da crise política que atinge a região desde o início de junho.
Manifestantes contrários ao governo de Hong Kong invadiram ontem o Parlamento local, durante protesto que lembrava o 22º aniversário da devolução do território à China, em um novo capítulo da crise política que atinge a região desde o início de junho.
Já no início da madrugada desta terça-feira (tarde de segunda-feira no Brasil), a polícia decidiu entrar no local e usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para retirar os manifestantes. Com isso, o confronto se alastrou pelas ruas - parte delas bloqueadas pelos protestos -, e pelo menos 54 pessoas ficaram feridas, incluindo três em estado grave, de acordo com informações do jornal The Guardian. Segundo o governo local, 13 agentes de segurança ficaram feridos e tiveram que ser levados para o hospital.
Desde o início do dia, o território ficou dividido entre o ato do governo para comemorar o aniversário de devolução - Hong Kong foi uma colônia britânica antes de retornar ao domínio chinês - e o protesto convocado por ativistas pró-democracia. Com gritos de "vamos lá, Hong Kong", milhares de manifestantes foram às ruas contra o governo e o controle chinês. Os organizadores afirmaram que 550 mil pessoas participaram do ato, enquanto a polícia declarou que foram 190 mil.
A maior parte do protesto, que tinha autorização do governo para acontecer, ocorreu de maneira pacífica. Um pequeno grupo, composto na maioria por estudantes vestidos com capacetes e máscaras, porém, dirigiu-se até a frente do Parlamento. Usando um carrinho de metal, barras de ferro, pedaços de andaime e guarda-chuvas (um símbolo do movimento pró-democracia no território), os manifestantes quebraram o vidro reforçado e avançaram contra o complexo do governo.
A polícia mobilizou uma unidade antidistúrbios dentro do edifício. Após o confronto, os dois lados chegaram ao impasse, com os manifestantes cercando o Parlamento e a polícia dentro dele tentando impedir a entrada do grupo. Por volta das 21h locais (10h no horário de Brasília), os agentes de segurança deixaram o local - não está claro por que isso aconteceu -, e os manifestantes conseguiram entrar no edifício.
Durante três horas, o Legislativo local ficou sob controle dos manifestantes. Foi só pouco depois da meia-noite de terça-feira (13h de segunda-feira em Brasília) que a polícia entrou no complexo para retirar os manifestantes a força.
Conforme o acordo de devolução com Londres, Pequim se comprometeu a respeitar a democracia no território, que possui um sistema legal próprio e certa autonomia política - um arranjo conhecido como "um país, dois sistemas". Nos últimos anos, porém, a ditadura do Partido Comunista vem tentando aumentar seu poder sobre o território. A situação piorou em junho, quando o governo de Hong Kong, apoiado por Pequim, apresentou um projeto de lei de extradição que abriria a possibilidade de suspeitos serem enviados à China continental para serem julgados.
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