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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de junho de 2019.
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Internacional

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Argentina

Edição impressa de 26/06/2019. Alterada em 26/06 às 03h00min

Pesquisa aponta empate técnico em eleição argentina

Moderado Alberto Fernández lidera a disputa pela Casa Rosada

Moderado Alberto Fernández lidera a disputa pela Casa Rosada


DANTE FERNANDEZ/AFP/JC
As escolhas de Mauricio Macri, que trouxe o peronista Miguel Pichetto para ser seu vice na corrida presidencial, e de Cristina Kirchner, que optou por se candidatar a vice na chapa do moderado Alberto Fernández, deram frutos nas últimas semanas, de acordo com a última pesquisa de intenção de voto. Após o encerramento das inscrições das chapas, no domingo, o instituto de pesquisa Isonomia, um dos mais confiáveis do país, divulgou projeções para o primeiro turno das eleições argentinas, a serem realizadas em 27 de outubro.
As escolhas de Mauricio Macri, que trouxe o peronista Miguel Pichetto para ser seu vice na corrida presidencial, e de Cristina Kirchner, que optou por se candidatar a vice na chapa do moderado Alberto Fernández, deram frutos nas últimas semanas, de acordo com a última pesquisa de intenção de voto. Após o encerramento das inscrições das chapas, no domingo, o instituto de pesquisa Isonomia, um dos mais confiáveis do país, divulgou projeções para o primeiro turno das eleições argentinas, a serem realizadas em 27 de outubro.
Segundo o levantamento, a chapa popularmente conhecida como "FF" - porque tanto Alberto quanto Cristina têm "Fernández" nos sobrenomes - lidera com 45% das intenções de voto. Isso mostra que a estratégia de colocar Alberto Fernández como candidato à presidência permitiu que essa chapa peronista se expandisse para além do núcleo duro do kirchnerismo, atraindo peronistas descontentes com Macri, mas que se assustavam com a possibilidade de um retorno do populismo de Cristina.
Em segundo lugar, e muito perto, provocando um empate técnico, surge a chapa do atual presidente, Mauricio Macri, com 43%. A composição governista cresceu quase dez pontos nas últimas semanas. Pesquisadores atribuem o aumento à chegada de Pichetto e seu grupo de apoiadores peronistas, além do medo do mercado frente a um retorno do kirchnerismo.
Se os índices de intenções de voto se repetirem em 27 de outubro, não haverá segundo turno na Argentina. De acordo com o sistema eleitoral do país, vence o pleito já no primeiro turno quem tiver 45% dos votos. Ou apenas 40%, desde que a diferença para o segundo colocado seja de pelo menos dez pontos.
Com o aumento da intenção de voto das duas chapas mais bem posicionadas, estreitou-se a chamada "terceira via", representada pela candidatura do também peronista Roberto Lavagna junto ao governador de Salta, Juan Manuel Urtubey, que luta para atingir os dois dígitos. Eleitores indecisos somam 15%, e a campanha eleitoral, que começou na segunda-feira, deve se concentrar nessa parte do eleitorado.
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