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Internacional

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Áustria

Edição impressa de 21/06/2019. Alterada em 21/06 às 03h00min

Envolvidos em morte de 71 imigrantes são condenados

Quase quatro anos depois de os corpos em decomposição de 71 imigrantes serem encontrados dentro de um caminhão frigorífico na Áustria, a Justiça da Hungria condenou, nesta quinta-feira, à prisão perpétua os quatro principais traficantes da rede. O tribunal de apelações de Szeged agravou as condenações a 25 anos de prisão ditadas em primeira instância, no ano passado, contra os quatro traficantes. A promotoria havia apelado, solicitando penas mais severas.
Quase quatro anos depois de os corpos em decomposição de 71 imigrantes serem encontrados dentro de um caminhão frigorífico na Áustria, a Justiça da Hungria condenou, nesta quinta-feira, à prisão perpétua os quatro principais traficantes da rede. O tribunal de apelações de Szeged agravou as condenações a 25 anos de prisão ditadas em primeira instância, no ano passado, contra os quatro traficantes. A promotoria havia apelado, solicitando penas mais severas.
Em seu caminho para a Europa ocidental, as 71 vítimas, originárias de Síria, Iraque e Afeganistão, morreram em um compartimento que os traficantes se negaram a abrir. O episódio, ocorrido em agosto de 2015, chocou a opinião pública internacional, no momento do auge da crise dos refugiados.
Em outubro daquele ano, quase 129 imigrantes - 30 homens, 33 mulheres e 58 crianças - foram descobertos em um caminhão frigorífico no principal posto da fronteira entre Bulgária e Turquia. O veículo teria como destino a Romênia. Todos foram retirados do veículo com vida, e o motorista foi preso.
Os investigadores do caso na Áustria descobriram uma rede de traficantes liderada por Samsoor Lahoo, um afegão de 30 anos. Assim como seus dois principais cúmplices e o motorista do caminhão, todos búlgaros, Lahoo foi condenado à prisão perpétua. Os outros dez acusados foram condenados a penas que vão de quatro a oito anos de prisão.
 
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