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Porto Alegre, segunda-feira, 17 de junho de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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China

Edição impressa de 17/06/2019. Alterada em 17/06 às 03h00min

Manifestantes pressionam pela renúncia de líder de Hong Kong

Multidão tomou as ruas para protestar contra as políticas do governo

Multidão tomou as ruas para protestar contra as políticas do governo


HECTOR RETAMAL/AFP/JC
Entre um milhão (segundo a polícia) e dois milhões (segundo os organizadores) de pessoas, vestidas de preto, encheram as ruas de Hong Kong ontem, no que está se tornando o mais significativo desafio na relação do território semiautônomo com a China em mais de 20 anos. Os manifestantes agora pedem a renúncia da chefe executiva Carrie Lam, pró-Pequim, após ela ter adiado indefinidamente o projeto de lei que autoriza extradição de suspeitos para serem julgados na China continental. O recuo foi em resposta a protestos recentes repreendidos com violência pela polícia.
Na multidão estavam famílias inteiras, desde jovens a idosos, que formavam um mar de preto pelas calçadas e estações de trem. Alguns carregavam cravos brancos enquanto outros seguravam cartazes dizendo "Não atire, somos Hong Kong" e gritavam "Renuncie!".
Na quarta-feira, mais de 70 pessoas ficaram feridas por balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. No sábado, um homem morreu ao cair do telhado de um centro comercial, onde ele ficou por várias horas com um cartaz dizendo: "Retire completamente a lei de extradição chinesa. Não somos baderneiros". Ontem, a multidão formava enormes filas para deixar flores, origamis e mensagens no local da tragédia.
Também neste domingo, Carrie Lam pediu oficialmente desculpas à população pela forma como seu governo tentou aprovar o projeto. Em nota, ela admitiu que as deficiências de seu governo levaram a conflitos e disputas que desapontaram e angustiaram a população. "A chefe executiva apresenta suas desculpas aos cidadãos e promete aceitar críticas com mais sinceridade e humildade", diz o texto.
No sábado, a chefe executiva de Hong Kong já havia dito estar profundamente arrependida com o trabalho do governo, prometendo "reativar a comunicação com a sociedade e ouvir diferentes opiniões". Questionada sobre se renunciaria, ela pediu uma "nova chance".
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