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Porto Alegre, terça-feira, 28 de maio de 2019.
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Internacional

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união europeia

Edição impressa de 28/05/2019. Alterada em 28/05 às 03h00min

Siglas tradicionais perdem espaço; ultradireita avança

Marine Le Pen, líder de extrema-direita na França, conseguiu formar uma das maiores bancadas

Marine Le Pen, líder de extrema-direita na França, conseguiu formar uma das maiores bancadas


BERTRAND GUAY/AFP/JC
Os europeus acordaram ontem diante de uma nova realidade política, após eleições no Parlamento Europeu que puseram fim ao domínio dos partidos tradicionais de centro-direita e centro-esquerda, e revelaram um panorama no qual a ultradireita, os grupos partidários pela liberalização econômica e os ambientalistas serão forças que precisarão ser levadas em conta.
Com dados de participação inéditos em 20 anos, os eleitores levaram às urnas preocupações sobre imigração e segurança, fazendo com que partidos com líderes populistas como o de Matteo Salvini, na Itália, e de extrema-direita, como Marine Le Pen, na França, formassem um dos maiores grupos na Assembleia de 28 países. "As regras estão mudando na Europa", afirmou Salvini na madrugada de ontem, na sede de seu partido Liga, em Milão. "Nasce uma nova Europa", disse.
As estimativas mostravam que a Liga tinha conseguido 33% dos votos na Itália, quando na eleição anterior, de 2014, havia obtido 6%. No Reino Unido, o Partido Brexit, de Nigel Farage, se saiu bem, em um castigo dos eleitores ao governista Partido Conservador e também ao principal da oposição, o Trabalhista, diante da incapacidade de ambos em gerir a saída do país da União Europeia (UE), o Brexit.
Aproveitando o que descreveram como a "onda verde" europeia, respaldada por marchas em todo o continente com pedidos de ação contra as mudanças climáticas, os partidos ambientalistas tiveram avanço significativo, especialmente na Alemanha, um dos principais motores da integração da UE. Os liberais defensores do livre mercado também ganharam presença, com 107 parlamentares no Parlamento de 751 postos, em comparação com os 68 de 2014.
A imagem de um Parlamento dividido nos próximos cinco anos se completou diante do rechaço de muitos eleitores ao Partido Popular Europeu, de centro-direita, da chanceler alemã, Angela Merkel, uma de suas líderes mais importantes, que perdeu representação, bem como os socialistas de centro-esquerda.
 
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