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Porto Alegre, segunda-feira, 27 de maio de 2019.
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América do Sul

Edição impressa de 27/05/2019. Alterada em 27/05 às 03h00min

Governo e oposição da Venezuela aceitam nova rodada de negociações

Guaidó e Maduro mandarão representantes à Noruega

Guaidó e Maduro mandarão representantes à Noruega


STF/AFP/JC
A Noruega informou que representantes do governo venezuelano e da oposição retornarão ao país depois de uma rodada preliminar de reuniões sobre como abordar a crise política do país. "Anunciamos que representantes dos principais atores políticos da Venezuela decidiram voltar a Oslo, na próxima semana, para continuar o processo facilitado pela Noruega", afirmou o Ministério de Relações Exteriores do país escandinavo, em comunicado emitido no sábado.
A Venezuela vive um agravamento da crise política neste ano, depois que o líder de oposição, Juan Guaidó, evocou a Constituição para autoproclamar-se presidente interino, chamando a reeleição do presidente Nicolás Maduro, em 2018, de fraude. Mais de 50 países, incluindo os Estados Unidos e muitos membros da União Europeia, agora, consideram Guaidó o líder legítimo do país sul-americano. Maduro, que mantém controle das instituições estatais em meio a um derretimento econômico, hiperinflação e crise humanitária, chama Guaidó de "marionete" de Washington.
Na semana passada, o parlamentar de oposição Stalin González e dois conselheiros representaram Guaidó, enquanto o ministro da Informação venezuelano, Jorge Rodríguez, e o governador do Estado de Miranda, Héctor Rodríguez, foram a Oslo em nome do governo. Os dois lados reuniram-se separadamente com mediadores noruegueses, mas não houve conversas cara a cara entre governo e representantes da oposição, disse González.
A Noruega tem uma longa história de mediação de conflitos internacionais. O país esteve presente nas negociações de paz entre israelenses e palestinos, em setembro de 1993, e entre rebeldes maoistas e o governo das Filipinas, em 2011. Em 2002, o governo norueguês também intermediou o cessar-fogo entre o Sri Lanka e os rebeldes do grupo Tigres de Libertação da Pátria Tâmil. Sete anos atrás, mediadores do governo colombiano e das Forças Revolucionárias da Colômbia realizaram, na Noruega, suas primeiras tratativas diretas em uma década. 
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