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Porto Alegre, quarta-feira, 15 de maio de 2019.
Dia do Assistente Social.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Edição impressa de 15/05/2019. Alterada em 15/05 às 03h00min

Guarda Bolivariana cerca a Assembleia Nacional

Somente neste ano, é a quarta vez que o prédio é cercado

Somente neste ano, é a quarta vez que o prédio é cercado


RONALDO SCHEMIDT/AFP/JC

Os deputados venezuelanos amanheceram alarmados ontem ao receber a notícia, vinda do subsecretário da Assembleia Nacional, Roberto Campos, de que 15 agentes do Serviço de Inteligência Bolivariano (Sebin) estariam desde as primeiras horas do dia dentro do Palácio Legislativo, investigando uma suposta ameaça de bomba. Campos é funcionário administrativo do Parlamento, que também alertou, por volta das 7h (8h no Brasil), a chegada de um numeroso contingente de oficiais da Guarda Nacional Bolivariana, que cercaram a entrada do edifício. Por volta das 9h, os oficiais estavam ampliando o perímetro de vigilância ao Palácio Legislativo, cortando algumas vias do Centro de Caracas.

Jornalistas locais logo constataram que o cerco estava impedindo que funcionários e parlamentares entrassem no prédio. Isso ocorre com certa frequência desde que a Assembleia Nacional, de maioria opositora ao regime do presidente Nicolás Maduro e considerada "em desacato" desde 2017, tenta manter suas sessões regulares.

Neste ano, é a terceira vez que a Guarda Nacional Bolivariana cerca o prédio. A primeira foi em 5 de janeiro, justamente quando a Assembleia Nacional votaria em Juan Guaidó como novo presidente da casa e cinco dias antes da posse do novo mandato de Maduro. Em ocasiões em que foi vetada a entrada dos deputados no prédio, as sessões foram feitas em outros locais, ou mesmo por grupo de WhatsApp.

Logo após a chamada para um levante por parte de Guaidó e outro líder opositor, Leopoldo López, em 30 de abril, os deputados denunciaram que os guardas que custodiam o local haviam sido trocados por outros e que se havia incrementado o controle para entrada no palácio.

Há uma semana, quando tentaram realizar sua sessão regular das terças-feiras, os deputados foram cercados por jornalistas pertencentes aos meios governistas, que intimidaram Guaidó e outros deputados, chamando-os de golpistas e de traidores da pátria. Em janeiro, o presidente da Assembleia Nacional autoproclamou-se presidente interino da Venezuela, agravando ainda mais a crise política no país.

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