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Porto Alegre, sexta-feira, 26 de abril de 2019.
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Internacional

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Relações diplomáticas

Edição impressa de 26/04/2019. Alterada em 26/04 às 03h00min

'Coreia do Norte precisa de garantias para se desnuclearizar', diz Putin

Kim (e) quer reavivar os vínculos entre Pyongyang e Moscou

Kim (e) quer reavivar os vínculos entre Pyongyang e Moscou


ALEXEY NIKOLSKY/STUTNIK/AFP/JC

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que a Coreia do Norte necessita de garantias e que sua desnuclearização só poderá ser feita por meio do direito internacional, e não pela força. "O país precisa de garantias sobre a sua segurança e a preservação de sua soberania", disse Putin, depois de se reunir com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

No início do encontro, o primeiro realizado entre os dois líderes, Putin recebeu com um longo aperto de mãos Kim na ilha de Russki, diante do porto de Vladivostok, no extremo oriente russo, onde o governante asiático chegou na quarta, após uma viagem de 10 horas em seu trem blindado.

"Precisamos restaurar o poder do direito internacional, voltar ao modelo no qual o direito, e não a lei do mais forte, determina a situação no mundo", prosseguiu Putin, que prometeu discutir com os EUA o que foi tratado com Kim. "Aqui não há segredos, não há conspirações. O próprio presidente Kim nos pediu para informar aos EUA sobre nossa posição."

O presidente russo assegurou que os interesses de seu país coincidem com os dos EUA no sentido de que ambos defendem uma desnuclearização completa. "Tive a impressão de que o líder norte-coreano compartilha o mesmo ponto de vista. E tudo que precisamos são garantias de segurança", acrescentou.

Kim Jong-un, por sua vez, se esforçou para reavivar os "vínculos históricos" entre Rússia e Coreia do Norte, enquanto a questão nuclear permanece estagnada com Washington. Dois meses depois do grande fracasso do segundo encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Hanói, o norte-coreano afirmou que teve um "momento muito bom" com o presidente russo após duas horas de reunião em Vladivostok. "Acabamos de ter uma troca de opiniões muito substancial", afirmou Kim.

Nenhum comunicado estava previsto, nem a assinatura de acordos durante o encontro, o primeiro a este nível entre os dois países desde o encontro em 2011 entre Kim Jong-Il e o ex-presidente e atual primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev.

O pai do atual líder norte-coreano, falecido em dezembro de 2011, afirmou naquela oportunidade que estava disposto a renunciar aos testes nucleares. No entanto, o governo de Kim Jong-un realizou quatro testes nucleares e de disparo de mísseis intercontinentais, com capacidade de atingir o território continental americano.

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