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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de abril de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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França

Edição impressa de 17/04/2019. Alterada em 17/04 às 03h00min

Condições da estrutura interna de Notre-Dame preocupam

O incêndio que destruiu parte da Catedral de Notre-Dame, em Paris, na noite de segunda-feira, foi totalmente extinto por volta das 9h30min de ontem (4h30min em Brasília). O saldo de feridos (todos levemente) é de dois policiais e um bombeiro. A estrutura começou a ser construída no século XII e sobreviveu a guerras, a revoluções, à ação do tempo e ao ingresso de 13 milhões de turistas por ano.
Enquanto o Corpo de Bombeiros prosseguia o trabalho de resfriar a construção - mais de 400 pessoas trabalharam no rescaldo -, surgiam os primeiros balanços do que foi possível salvar das chamas. Segundo o monsenhor Chauvet, arcebispo da catedral, equipes conseguiram resgatar a coroa de espinhos feita de junco e fios de ouro que chegou ao templo no século XIII, por obra do então rei da França, Luís IX. Uma túnica do monarca também foi retirada a tempo, além de relíquias como um fragmento da Cruz e um prego da Paixão de Cristo. Alguns cálices e quadros pequenos completam a lista. As telas monumentais, entre as quais obras do século XVII, não tiveram a mesma sorte.
Já o estado dos vitrais multicoloridos que adornam a fachada ocidental e as laterais do prédio ainda é incerto. Alguns pedaços não resistiram ao calor e explodiram, mas a chamada Rosácea do Meio-Dia, na face Sul (voltada para o Sena), parece ter sido preservada.
No fim da noite de segunda-feira, autoridades de preservação do patrimônio anunciaram que a estrutura havia sido poupada. Ainda assim, dois terços do teto foram tragados pelo fogo. Tampouco escapou um dos elementos arquitetônicos mais icônicos do edifício, a torre fina e pontiaguda conhecida como agulha ou flecha (de 93 metros de altura).
A polícia abriu uma investigação sobre o incidente, por ora caracterizado como "destruição involuntária por incêndio". As chamas começaram pouco antes das 19h de segunda (14h no Brasil) logo abaixo do teto conhecido como floresta, onde fica um emaranhado de vigas de carvalho antiquíssimas que sustentam um telhado de chumbo.
 

Macron promete reconstrução em cinco anos; doações já somam R$ 2,6 bilhões

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou ontem que a Catedral de Notre-Dame será reconstruída em cinco anos. No entanto, especialistas acreditam que levará pelo menos 15. As doações para financiar a reconstrução ultrapassaram ¤ 600 milhões (R$ 2,6 bilhões) na tarde de ontem. A empresa de cosméticos L'Oréal dará ¤ 200 milhões; a marca de luxo LVMH, comandada pela família Arnault,
¤ 200 milhões; e a família Pinault, envolvida com moda, e a petrolífera Total, ¤ 100 milhões cada.

Rémy Heitz, procurador de Paris, afirmou que um primeiro alarme de incêndio foi disparado às 18h20min (13h20min em Brasília), mas não foram encontrados focos de chamas após buscas. O reitor da catedral, monsenhor Patrick Chauvet, contou à emissora de rádio France Inter que o local contava com monitores de incêndio que checavam a parte inferior do telhado de madeira três vezes por dia. Um segundo alarme foi disparado às 18h43min (13h43min em Brasília), e um foco de incêndio foi detectado na estrutura de madeira do telhado.

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