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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Reino Unido

Edição impressa de 13/03/2019. Alterada em 12/03 às 01h00min

Parlamento rejeita Brexit mais uma vez

Volta de controles alfandegários na fronteira entre as Irlandas é criticada

Volta de controles alfandegários na fronteira entre as Irlandas é criticada


TOLGA AKMEN/DIVULGAÇÃO/JC
O Parlamento britânico rejeitou ontem, pela segunda vez, o acordo que define os termos do Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), aumentando a incerteza sobre a permanência da conservadora Theresa May no cargo de primeira-ministra.
O placar na Câmara dos Comuns foi de 391 votos contrários ao texto a 242 a favor, ou seja, uma diferença de 149 - menos elástica do que a de 230 registrada na primeira consulta, em 15 de janeiro, na derrota mais expressiva de um governo britânico no Legislativo. May anunciou imediatamente após a divulgação do resultado que a casa poderá votar hoje sobre uma saída da UE com ou sem acordo.
Os ajustes que a chefe de governo conseguiu obter de autoridades europeias a menos de 24 horas da votação, em visita a Estrasburgo (França), não foram suficientes para reverter a oposição maciça ao texto entre os parlamentares. Uma ala numerosa critica o mecanismo previsto para evitar a volta de controles alfandegários na fronteira entre as Irlandas, caso, após o Dia D do Brexit (29 de março), um novo acordo comercial entre UE e Reino Unido demore a ser desenhado.
O dispositivo, chamado em inglês de "backstop", prevê o estabelecimento de uma união aduaneira entre as partes a partir de 2021, se e enquanto a relação entre Londres e Bruxelas (sede da governança europeia) não estiver definida até lá. Detratores da medida veem nela uma armadilha do bloco para "prender" os britânicos indefinidamente.
Na segunda-feira, May obteve da UE um adendo com valor legal ao acordo fechado em novembro de 2018. Na prática, as partes "lustraram" uma carta de janeiro passado em que Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, e Donald Tusk, número 1 do Conselho Europeu, comprometiam-se a dedicar seus melhores esforços à busca de uma alternativa ao "backstop". Se ela não fosse encontrada, a vigência do mecanismo seria limitada.
 
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