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Porto Alegre, terça-feira, 19 de fevereiro de 2019.
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França

Edição impressa de 20/02/2019. Alterada em 19/02 às 01h00min

Túmulos de cemitério judaico são vandalizados com suásticas

Número de atos antissemitas subiu 74% no país em 2018

Número de atos antissemitas subiu 74% no país em 2018


/FREDERICK FLORIN/AFP/JC
Na manhã de ontem, 96 túmulos de um cemitério judaico na comuna de Quatzenheim, no Leste da França, foram encontrados profanados, segundo informou a prefeitura de Bas Rhin, que condenou a ação como "ato antissemita odioso".
Os atos de vandalismo ocorreram no mesmo dia em que milhares de pessoas em Paris, Lille, Toulouse, Marselha e em outras cidades francesas foram às ruas para protestar contra o antissemitismo. Os ex-presidentes François Hollande e Nicolas Sarkozy se uniram aos manifestantes que carregavam cartazes com as palavras "Chega!" e "Não mexa com meu amigo!"
O Ministério Público abriu uma investigação para tentar localizar os autores das profanações. Os túmulos foram pintados com suásticas nazistas azuis e amarelas. Em um túmulo estava escrito "Esassisches Schwarzen Wolfe" ("os lobos alsacianos negros"), uma possível referência a um grupo autonomista alsaciano ativo nos anos 1970.
O prefeito de Bas-Rhin, Jean-Luc Marx condenou "com a máxima firmeza este odioso ato antissemita e expressou seu total apoio à comunidade judaica, que foi atacada mais uma vez". O presidente Emmanuel Macron esteve no cemitério após os atos.
O ministro israelense da Imigração, Yoav Gallant, afirmou ontem que os judeus devem emigrar para seu país devido aos atos. "Condeno vigorosamente o antissemitismo na França e digo aos judeus, voltem para casa, imigrem para Israel", escreveu em rede social.
Segundo o Ministério do Interior, o número de atos antissemitas subiu 74% na França em 2018. No total, houve 541 atos antissemitas no país no ano passado, em comparação com 311 em 2017.
 

Homem esfaqueia quatro pessoas em Marselha e é morto pela polícia

Um homem de 36 anos feriu ontem com uma faca quatro pessoas em Canebière, em Marselha, no Sul da França. Duas vítimas foram atacadas em um bonde e outras duas estavam a pé. Uma delas está gravemente ferida.

O ataque, na principal avenida da cidade, ocorreu por volta de 12h45min (horário de Brasília). Quando a polícia chegou, o homem reagiu e sacou uma arma. Os agentes de segurança revidaram, e o atingiram. Ele morreu pouco depois. Segundo as autoridades, o ataque não parece ter relação com um atentado terrorista.

A França tem um histórico recente de atentados. Em janeiro de 2015, os irmãos Saïd e Chérif Kouachi invadiram a redação do jornal Charlie Hebdo, em Paris, e mataram 12 pessoas. No dia seguinte, um comparsa deles matou uma policial, na véspera de adentrar um mercado kosher, fazer reféns e matar outras quatro pessoas.

Alguns meses depois, em 13 de novembro, uma sequência de ataques na periferia e em bairros boêmios de Paris deixou 130 mortos. Em 2016, nas comemorações do 14 de julho, em Nice, um homem no volante de um caminhão invadiu uma via e fez 86 vítimas.

Por causa dos episódios de 2015, o governo decretou estado de emergência no país, medida que foi estendida diversas vezes e perdurou até outubro de 2017.

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