Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Trabalho

13/02/2019 - 17h12min. Alterada em 13/02 às 17h12min

Desemprego recua no mundo, mas desigualdade de gênero é desafio

Alta da informalidade, entretanto, é observada nos países da América Latina

Alta da informalidade, entretanto, é observada nos países da América Latina


MARIANA CARLESSO/JC
Agência O Globo
Um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que o desemprego em 2018 apresentou queda em todo o mundo. A proporção de pessoas sem emprego, agora, retorna aos patamares anteriores à crise financeira global de 2008. No Brasil, o organismo projeta que a tendência será mantida em 2019 e 2020, apesar da elevada informalidade no país - cenário também observado se repete nos outros países da América Latina. No estudo, a OIT alerta ainda que a desigualdade de gênero permanece um desafio no mercado de trabalho.
Pelos dados da OIT, apenas 48% da população feminina mundial em idade de trabalho estão empregadas. Entre os homens na mesma faixa etária, esse índice é de expressivos 75%. A organização afirma que essa diferença de 27 pontos percentuais "deveria motivar ações de políticas públicas visando a melhorar a igualdade de gênero no mercado de trabalho global". Essa desigualdade é maior nos países árabes, no Norte da África e no Sudeste Asiático.
Nos países mais pobres, entretanto, a taxa de mulheres empregadas salta para 64%. Isso, ressaltou a OIT, deve-se a necessidades financeiras, e muitas vezes as mulheres trabalham em atividades de subsistência. Já nas nações desenvolvidas, o desequilíbrio tem sido corrigido progressivamente desde a década de 1990. A discrepância inclui até mesmo empregadores - neste caso, homens têm o dobro de presença em relação às mulheres.
A OIT aponta ainda que as mulheres são a maioria da chamada força de trabalho subutilizada: 85 milhões de um universo de 140 milhões.
Ao todo, são 172 milhões de pessoas sem emprego em todo o mundo ? dois milhões a menos do que o registrado pela entidade em 2017 e o equivalente a 5% da população mundial, o menor índice desde 2008. No Brasil, a massa de desempregados em 2018 foi de 13,3 milhões, 200 mil a menos que no ano anterior. A OIT projeta que esse número recue a 12,7 milhões até 2020. Neste ano, espera-se que o índice de desemprego caia de 12,5% a 12,2%.
A OIT estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro tenha uma melhora significativo, crescendo 2,4% este ano, frente a uma estimativa de 0,7% para 2018. Isso, segundo a entidade, ajuda a explicar a tendência de queda do desemprego. Com isso, o Brasil caminha na direção contrária de países vizinhos, como Argentina, Chile, Equador e Peru, que devem observar uma ligeira piora na oferta de empregos.
Apesar da perspectiva otimista, o mercado brasileiro ainda conta com altos índices de informalidade. É a situação de 46% dos empregados no país, de acordo com a OIT. Esse cenário se repete na América Latina e no Caribe, onde 53% da população empregada estão na informalidade - uma das maiores taxas do mundo. A nível mundial, a população ativa no mercado mas no trabalho informal chega a 61%.
Para a OIT, esse cenário mostra que postos de trabalho nem sempre significam segurança social - o mundo ainda conta com 700 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza, quatro vezes mais que o de indivíduos sem emprego. Embora o desemprego tenha caído globalmente, ainda observa um déficit de oportunidades de trabalho dignas, observa a OIT.
A OIT também destacou a dificuldade de jovens abaixo dos 25 anos de entrarem no mercado - um em cada cinco jovens não está trabalhando nem estudando - e o aumento no número de pessoas inativas, com o envelhecimento da população.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia