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Porto Alegre, segunda-feira, 21 de janeiro de 2019.
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Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Edição impressa de 22/01/2019. Alterada em 21/01 às 01h00min

Militares se rebelam e são detidos pelo governo Maduro

Ao lado do quartel, grupo de moradores se reuniu para protestar contra o governo

Ao lado do quartel, grupo de moradores se reuniu para protestar contra o governo


FEDERICO PARRA/AFP/JC
Dias depois de a oposição na Venezuela exortar militares a romper com o presidente Nicolás Maduro, o Exército disse ter detido um grupo de membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) que roubaram armas e sequestraram oficiais na madrugada de ontem. Em nota, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, prometeu aplicar "todo peso da lei" aos rebeldes. Na Venezuela, a GNB funciona como uma polícia militar em âmbito nacional.
Segundo o ministério, um grupo de militares de um quartel da GNB na Zona Oeste de Caracas sequestrou ao menos quatro oficiais ao tentar roubar armas para ações armadas contra o governo. Ainda de acordo com o Exército venezuelano, o grupo era reduzido, mas ainda não há informações detalhadas sobre quem seriam seus integrantes e o porquê da sublevação. O grupo, segundo o ministério, enfrentou "forte resistência" e foi derrotado. As armas foram recuperadas.
"As Forças Armadas rechaçam categoricamente esse tipo de ação, que, com toda certeza, foi motivada por interesses obscuros da extrema direita e são contrários às normas elementares da disciplina e da hierarquia militar", disse Padrino. Horas antes dos distúrbios no quartel, um grupo de militares fortemente armado publicou uma série de vídeos em redes sociais venezuelanas conclamando a população a tomar as ruas em apoio ao grupo e contra Maduro.
O líder do grupo, identificado como sargento Armando Figueroa, prometeu tomar as ruas para defender a Constituição. "Queriam acender o rastilho. Aqui estamos. Precisamos do seu apoio", avisou.
Ao lado do quartel onde ocorreu a sublevação, um pequeno grupo de moradores se reuniu para protestar contra o governo, batendo panelas, queimando lixo e jogando pedras em policiais. Eles foram dispersados com bombas de gás lacrimogêneo. "Precisamos defender nossa pátria", explicou a manicure María Fernanda Rodríguez, uma das manifestantes.
Pelo Twitter, o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, afirmou que o episódio é um reflexo do descontentamento nas Forças Armadas. "Nossos militares sabem que a cadeia de comando foi rompida", completou.
A Assembleia Nacional da Venezuela ofereceu, na semana passada, anistia a militares que romperem com o governo. Em reuniões públicas nos últimos dias, opositores também exortaram os soldados, principalmente os de baixa patente, mais afetados pela crise, a abandonar o chavismo.
 
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