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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Crimes de Guerra

Edição impressa de 13/09/2018. Alterada em 13/09 às 01h00min

Nações Unidas denuncia Assad por novos ataques químicos na Síria

Brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro lidera Comissão de Inquérito da ONU

Brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro lidera Comissão de Inquérito da ONU


/FABRICE COFFRINI/AFP/JC

Uma nova investigação da Comissão de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Síria denuncia o regime de Bashar al-Assad por crimes de guerra. A iniciativa, liderada pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, obteve novas provas de que Damasco usou armas químicas para reconquistar algumas das principais cidades que estavam sob controle da oposição e de grupos terroristas.

O relatório revela que mais de 1 milhão de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas em apenas seis meses, em razão do avanço das forças militares de Assad - um nível de deslocados "sem precedentes" nos sete anos de conflito armado. De acordo com a comissão, forças pró-Assad seriam responsáveis por ataques aéreos contra Ghouta e Yarmouk. "Para recapturar Ghouta, em abril, lançaram diversos ataques indiscriminados em áreas densamente ocupadas por civis, incluindo o uso de armas químicas." Os ataques ocorreram nos dias 22 de janeiro e 1 de fevereiro.

"Em ambos os incidentes, vítimas e testemunhas, incluindo médicos, descreveram sintomas similares, incluindo problemas respiratórios, tosse, ardência nos olhos, irritação na garganta e náusea", diz a investigação. "Testemunhas indicaram o cheiro de cloro."

A comissão também apontou que, no que se refere à munição, tem evidências materiais de que se trata de um modelo usado exclusivamente pelo governo e, raramente, por milícias pró-Assad. A investigação ainda apontou que a "munição documentada foi construída com artilharia iraniana, conhecida por ter sido fornecida às forças comandadas pelo governo da Síria". "A comissão conclui que, nesses dois casos, forças do governo e milícias afiliadas cometeram crimes de guerra ao usar armas proibidas e lançar ataques indiscriminados contra a população civil", completa a investigação.

As investigações ainda tentam descobrir se outro crime de guerra ocorreu no dia 7 de abril, em Duma, também por uso de armas químicas, que teriam causado a morte de, pelo menos, 49 pessoas e deixado 650 feridos.

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