Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 02 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

igreja católica

02/08/2018 - 11h12min. Alterada em 02/08 às 11h31min

Papa muda doutrina da Igreja e pena de morte passa a ser inadmissível

Mudança foi incluída no Catecismo da Igreja Católica, compilação oficial da doutrina da religião

Mudança foi incluída no Catecismo da Igreja Católica, compilação oficial da doutrina da religião


FILIPPO MONTEFORTE /AFP/JC
Folhapress
Por ordem do papa Francisco, a Igreja Católica alterou sua doutrina sobre a pena de morte, que passa a ser considerada inadmissível em todos os casos, anunciou o Vaticano nesta quinta-feira (2). A mudança foi incluída no Catecismo da Igreja Católica, a compilação oficial da doutrina da religião.
"A Igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa, e se compromete com determinação por sua abolição em todo o mundo", afirmou o pontífice em uma audiência concedida ao prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão responsável pela defesa das tradições católicas.
Antes disso, a Igreja já era critica da pena de morte, mas autorizava seu uso em algumas circunstâncias, quando "era o único jeito possível de defender efetivamente a vida humana conta agressões injustas", dizia a doutrina.
Mas desde o papa João Paulo 2º, morto em 2005, a Igreja já vinha restringindo o apoio a prática e Francisco já tinha condenado seu uso publicamente.
Segundo o novo comunicado, a antiga regra já não funcionava mais porque há novas formas de proteger a sociedade. "Há um entendimento cada vez maior de que a dignidade da pessoa não está perdida mesmo após a prática de crimes muito sérios", diz o texto.
"Além disso, surgiu um novo entendimento sobre o significado das sanções penais impostas pelo Estado. Por último, foram desenvolvidos sistemas de detenção mais eficazes, que asseguram a devida proteção aos cidadãos, masa o mesmo tempo, não privam definitivamente os culpados da possibilidade de resgate".
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia