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Argentina

- Publicada em 22 de Fevereiro de 2022 às 10:31

Incêndios na Argentina já consumiram 800 mil hectares

Conforme órgão oficial, chamas consumiram 30 mil hectares diários

Conforme órgão oficial, chamas consumiram 30 mil hectares diários


ELENA BOFFETTA/AFP/JC
Juliano Tatsch
Pelo menos quatro províncias argentinas seguem com focos de incêndio ativos na região próxima à fronteira com o Rio Grande do Sul. Corrientes, Formosa, Misiones e Río Negro ainda lutam para combater as chamas que se espalham descontroladamente e levaram sete províncias do país vizinho a declararem emergência. No domingo, o fogo chegou próximo à área urbana de São Borja.
Pelo menos quatro províncias argentinas seguem com focos de incêndio ativos na região próxima à fronteira com o Rio Grande do Sul. Corrientes, Formosa, Misiones e Río Negro ainda lutam para combater as chamas que se espalham descontroladamente e levaram sete províncias do país vizinho a declararem emergência. No domingo, o fogo chegou próximo à área urbana de São Borja.
Chuvas rápidas ajudaram no trabalho dos brigadistas de incêndio nas últimas horas, mas foram insuficientes para dar cabo ao fogo que consome vegetação. Segundo o Serviço Nacional de Manejo do Fogo (SNMF), a maior quantidade de focos se concentra em Corrientes.
Os impactos dos incêndios afetam também a fronteira gaúcha, em especial o município de São Borja, onde a fuligem e a fumaça causada pelas chamas já são sentidas pela população.
O governo federal argentino deslocou cinco aviões-hidrantes, um avião observador, três helicópteros e 159 brigadistas e pessoal de apoio para a região. As equipes se juntaram aos bombeiros locais e aos bombeiros gaúchos que se deslocaram para o município de Santo Tomé, que faz fronteira com São Borja. Ao todo, 16 bombeiros do RS, três caminhões autobomba e cinco caminhonetes do Estado estão colaborando com as equipes argentinas. O governo boliviano, por sua vez, enviou 70 brigadistas para colaborar com os trabalhos.
Outra preocupação diz respeito à situação dos animais. Conforme a imprensa argentina, ao menos 80 médicos veterinários chegaram em Corrientes para ajudar no salvamento e recuperação dos animais afetados pelo fogo.
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Imagens de satélite mostram como região na fronteira com São Borja é uma das mais afetadas (Reprodução/JC)
As chamas já queimaram por volta de 800 mil hectares em Corrientes, afetando, principalmente, os departamentos de Ituzaingó e Santo Tomé. A estiagem que afeta também a agricultura gaúcha, dificulta o trabalho das equipes de combates que lutam há três meses – quando surgiram os primeiros focos – para dar fim à tragédia.
Pelo menos 10% da província de Corrientes já foi afetada pelos incêndios. A Estação Experimental Corrientes do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) apontou que, em 16 de fevereiro, a superfície queimada chegava a 785.238 hectares. “O ritmo de progressão do fogo entre 7 e 16 de fevereiro foi de quase 30 mil hectares diários”, disse o órgão em boletim.
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