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Justiça

- Publicada em 02/12/2021 às 14h42min.

Vítimas reforçam que casa estava lotada e que luzes de emergência não funcionaram

Emanuel Almeida Pastl foi o primeiro depoente do segundo dia do julgamento

Emanuel Almeida Pastl foi o primeiro depoente do segundo dia do julgamento


Reprodução/YouTube TJ-RS/JC
Juliano Tatsch
O segundo dia do julgamento dos quatro réus que respondem pelo incêndio na boate Kiss, ocorrido em 27 de janeiro de 2013 e que deixou 242 mortos e 636 feridos, começou às 9h42min desta quinta-feira (2), quando teve início o depoimento de Emanuel Almeida Pastl, uma das vítimas que sobreviveram à tragédia.
O segundo dia do julgamento dos quatro réus que respondem pelo incêndio na boate Kiss, ocorrido em 27 de janeiro de 2013 e que deixou 242 mortos e 636 feridos, começou às 9h42min desta quinta-feira (2), quando teve início o depoimento de Emanuel Almeida Pastl, uma das vítimas que sobreviveram à tragédia.
Conforme Pastl, nenhum equipamento de segurança e orientação para o público funcionou no momento do incêndio. “A iluminação de emergência não funcionou”, disse durante a inquirição realizada pelo juiz do caso, Orlando Faccini Neto. “Quando teve o princípio de incêndio, não soou nenhum alarme, não estava clara a saída de emergência e também não havia nenhuma sinalização”, completou a vítima.
O primeiro depoente do dia reforçou os depoimentos da quarta-feira, afirmando que a casa noturna estava totalmente lotada no momento em que as chamas se deram. “Estava muito cheio. Antes do incêndio, 15 minutos, 20 minutos antes, as colegas e os rapazes que estavam conosco saíram justamente alegando que estava muito cheio e desconfortável”, observou, durante a inquirição da promotora Lúcia Callegari.
Como ocorrido no primeiro dia, o juiz do caso teve de alertar aos advogados de defesa – no caso, da defesa de Luciano Bonilha Leão, que era produtor da banda Gurizada Fandangueira – para que não fizessem perguntas repetidas e que, ao serem feitas, elas não deveriam ser respondidas. Ao perceber reação de desgosto por parte da defesa, o magistrado se manifestou. “Me desculpe doutor, mas eu estou prestando atenção no que a vítima fala””, disse Faccini Neto.
Após 1h11minutos de oitiva, o depoimento de Pastl se encerrou. Após um breve intervalo, o depoimento da segunda vítima a ser ouvida no dia começou exatamente às 11h11min da manhã.
Jéssica Montardo Rosado também sobreviveu à tragédia, mas perdeu seu irmão, Vinícius. Ele conseguiu sair da boate, mas voltou para ajudar outras vítimas e acabou morrendo por intoxicação.
Conforme Jéssica, ela estava em frente ao palco momento do acionamento do artefato pirotécnico que causou as chamas no teto da boate. Ela conseguiu sair da casa noturna em meio ao fluxo de pessoas que se empurravam em direção à porta de saída. “Quando eu saí e olhei para trás, me apavorei. Era muita gente saindo, muita gente por cima dos outros”, afirmou.
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Sobrevivente da tragédia, Jéssica Rosado disse que não sente ódio pelos quatro réus (Reprodução/YouTube TJ-RS/JC)
A vítima também apontou que “não tinha noção de nada” quando do início do fogo. “Eu não tinha noção de que as pessoas iriam morrer, de que não iriam conseguir sair. (...) A gente carrega uma culpa por esses anos todos por ter saído da festa. É meio triste, mas a gente saiu”, disse Jéssica durante a inquirição da advogada Tatiana Borsa, que defende Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda.
Na sequência, foi a vez do advogado Jader Marques, que faz a defesa de Elissandro Spohr, o Kiko, um dos sócios da boate, realizar os questionamentos. O defensor perguntou se a depoente tinha conhecimento de que seu cliente pedia para que extintores de incêndio fossem retirados das paredes por questões estéticas, algo que foi referido no primeiro dia do julgamento. Jéssica disse que não tinha conhecimento disso.
Antes do intervalo par ao almoço, uma pergunta realizada por Marques gerou discussão entre ele e o juiz, que chamou a estratégia de “apelativa”. Após perguntar à Jéssica qual o sentimento que ela tinha pelos quatro réus e ouvir ela dizer como resposta “seres humanos”, Jader Marques perguntou se a vítima tinha ódio dos acusados. A depoente disse que não.
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