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Entrevista

- Publicada em 01/12/2021 às 17h43min.

Reitor da Unisinos recebe o título de Dirigente Cristão da ADCE

Em sua gestão, Aquino destaca a inauguração da fábrica de semicondutor HT Micron em 2014

Em sua gestão, Aquino destaca a inauguração da fábrica de semicondutor HT Micron em 2014


ANDRESSA PUFAL/JC
Osni Machado
O reitor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), o padre Marcelo Fernandes de Aquino, 73 anos, recebe nesta quinta-feira, dia 2 de dezembro, às 19h30min, o título de Dirigente Cristão de 2021 da ADCE – Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa de Porto Alegre. O ato inclui a celebração de uma missa, seguido de um jantar festivo.
O reitor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), o padre Marcelo Fernandes de Aquino, 73 anos, recebe nesta quinta-feira, dia 2 de dezembro, às 19h30min, o título de Dirigente Cristão de 2021 da ADCE – Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa de Porto Alegre. O ato inclui a celebração de uma missa, seguido de um jantar festivo.
O padre Aquino depois de cumprir o seu quarto mandato consecutivo na administração da universidade, deixará o cargo e em seu lugar, a partir de janeiro de 2022, o padre Sérgio Eduardo Mariucci será o novo reitor, junto com o professor Artur Eugênio Jacobus, no cargo de vice-reitor. Eles conduzirão a universidade na gestão 2022 a 2025.
Jornal do Comércio - Conte-nos um pouco sobre sua trajetória de vida?
Marcelo Fernandes de Aquino – Bom, eu sou filho de Florianópolis (SC). Fui aluno do Colégio Catarinense, que é o colégio dos Jesuítas – o Colégio Anchieta de Florianópolis. Depois, eu tive a minha formação para o sacerdócio na Companhia de Jesus. Passei 12 anos na Europa, me formando. A Companhia de Jesus me deu uma oportunidade para uma formação primorosa. Depois, trabalhei 14 anos em Belo Horizonte (MG) na formação dos seminaristas jesuítas e, desde 1998, eu estou aqui na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). E esta experiência da universidade é muito positiva para mim. Claro, vai modelando à minha maneira de ser padre e de viver o cristianismo e também em tomar decisões difíceis. Decisões ancoradas na minha experiência de fé cristã.
JC- O senhor está no cargo de reitor da Unisinos pela quarta vez e agora está chegando o momento de passar o comando para uma nova administração. Quae avaliação faz de sua trajetória como reitor?
Aquino - Talvez o mais correto seria perguntar aos colegas que conviveram comigo aqui nestes 16 anos, qual é a avaliação que eles fazem. Mas, em todo o caso, eu me cerquei de pessoas muito competentes, muito generosas. Também, fizemos uma boa transição de gerações, a grande maioria dos gestores está entre os 45, 55 anos, então é uma idade boa para dar o melhor de si. Com esta turma foi possível imprimir uma dinâmica muito positiva na Unisinos. Nós nos tornamos, ou estamos nos tornando uma universidade de pesquisa, onde temos um grupo bom de mestrados e de doutorados. As pesquisas já começam a ter relevância internacional. Nós fomos incluídos, também, em um programa muito bom da Capes - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, no Print (Programa Institucional de Internacionalização). É um programa para um grupo seleto de universidades brasileiras, que tem uma vocação de internacionalização e a Unisinos faz parte deste grupo. Então, estamos nos movendo cuidadosamente por algumas áreas e alguns setores que são promissores. Talvez a decisão mais corajosa  e mais estratégica foi com uma empresa coreana para ter aqui um polo na questão do semicondutor, quando se construiu a HT Micron, uma colaboração boa com universidades coreanas. Hoje a gente vê que foi um tiro certeiro, porque toda esta questão do semicondutor é de altíssima relevância na civilização que está se implantando. Então, eu creio que também é muito importante dar uma avaliação positiva para os cinco institutos tecnológicos, tudo com muito foco em pesquisa aplicada. Isso está dando uma qualificação muito positiva para a universidade. E sempre mantivemos o nosso foco na questão do humanismo cristão. E eu posso dizer que ao longo destes anos o foco sempre foi a vida em plenitude como Jesus Cristo nos convida a fazermos este itinerário de uma vida em plenitude.
JC - O que fica em seu pensamento em relação a este período?
Aquino - Eu vou sair melhor do que eu entrei, então isto diz da qualidade dos colegas, das situações. As qualidades dos valores da Unisinos. Eu poderia sair um homem raivoso, poderia sair um homem displicente. Cada vez mais a gente vai afinando os valores, atitudes de fundo e a Unisinos me tornou melhor do que eu era.
JC - E a sua trajetória acadêmica em paralelo à Unisinos?
Aquino - Eu continuei sendo um bom acadêmico, a minha área é Filosofia e a minha especialização forte é na questão do pensamento grego, pensamento medieval, do pensamento da ilustração europeia e eu acho que estou dando conta do recado. Agora com esta questão da informática, da transformação digital e tudo isto. Eu brinco muito que, tudo o que foi feito aqui, pode ser feito, porque era um padre e um professor de Filosofia, então uniu-se a vontade de se fazer as coisas.
JC – Entre as atividades realizadas na Unisinos, quais foram as mais relevantes?
Aquino - Nós fizemos uma série de fóruns Brasil – Coreia do Sul, creio que foram seis edições. A vinda de pessoas da Coreia me deu muita cancha: capacidade de receber hóspedes de outra cultura, de outra sensibilidade. E foi uma grande experiência para mim esta questão de receber pessoas da cultura asiática.
JC – A construção do campus da Unisinos em Porto Alegre foi um passo bastante significativo?
Aquino - Sim. Ali era um campo de futebol do Colégio Anchieta. A Unisinos e a nossa mantenedora, a Associação Antônio Vieira, tomamos as decisões necessárias para desfrutar o terreno e fizemos uma bela construção, com uma arquitetura muito bacana. 
JC – Como a universidade se posicionou diante da pandemia?
Aquino - Nós tivemos um protocolo muito severo aqui no campus (São Leopoldo), que, em 2020, ficou fechado e isto também ocorreu no campus de Porto Alegre. Neste ano, de 2021, abrimos um pouquinho, mas com muito cuidado.
JC - O senhor foi eleito Dirigente Cristão de 2021 pela Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE) de Porto Alegre. Qual é a sua avaliação em relação a escolha de seu nome?
Aquino - Foi uma surpresa. Não estava no meu horizonte. Anteriormente, o reitor, o padre Aloysio Bohnen foi homenageado com este título, então eu creio que, mais do que a minha pessoa, é a Unisinos que é a homenageada, como uma universidade que se caracteriza pelo seu empreendedorismo cristão. Acho que colocado nestes termos, acredito que fica mais fácil de entender o motivo desta homenagem. A Unisinos está em uma corrida pela excelência, tem o desafio da sustentabilidade. Eu acho que estamos nos tornando uma das boas universidades do Brasil. E o que conta é isto.
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