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EDUCAÇÃO

- Publicada em 15/10/2021 às 19h13min.

RS avalia obrigatoriedade do retorno das aulas presenciais a partir de novembro

Ensino nas redes pública e privada do Estado ainda mescla modelo presencial e remoto

Ensino nas redes pública e privada do Estado ainda mescla modelo presencial e remoto


NELSON ALMEIDA /AFP/JC
Fernanda Crancio
O Rio Grande do Sul avalia a possibilidade de tornar obrigatório o retorno às aulas presenciais das redes pública e privada a partir de novembro. A questão será tema da próxima reunião do Gabinete de Crise do governo do Estado, prevista para quarta-feira (20).
O Rio Grande do Sul avalia a possibilidade de tornar obrigatório o retorno às aulas presenciais das redes pública e privada a partir de novembro. A questão será tema da próxima reunião do Gabinete de Crise do governo do Estado, prevista para quarta-feira (20).
O assunto foi abordado pela secretária estadual da Educação, Raquel Teixeira, em entrevista à TV Bandeirantes. Na ocasião, ela afirmou que o Executivo estuda a publicação de um decreto para determinar o retorno obrigatório dos alunos à presencialidade, considerado o avanço da imunização contra Covid-19 no Estado.
Ação semelhante já foi adotada em São Paulo, onde a totalidade do ensino passará a ser presencial a partir desta segunda-feira (18).
Atualmente, as aulas em todos os níveis de ensino no RS ocorrem em modelo presencial e híbrido, respeitando a decisão de pais e estudantes que ainda preferem permanecer com aulas em modelo remoto, em função da pandemia.
Procurada pela reportagem, a Secretaria da Educação confirmou, por meio de nota, que "o retorno obrigatório dos estudantes às aulas presenciais na rede estadual de educação será discutido na próxima reunião do Gabinete de Crise.
Enquanto o tema não avança, entidades ligadas à educação se posicionam a respeito. Para o Sindicato do Ensino Privado do RS (Sinepe/RS), a medida é vista como necessária, "uma vez que quase 100% dos professores e funcionários já receberam a imunização completa contra a Covid-19 e a vacinação tem avançado entre os adolescentes".
Segundo o presidente da entidade, Bruno Eizerik, a estabilização dos números da pandemia e a retomada ampla das atividades econômicas em todo o Estado justificam a iniciativa. “Além disso, outros indicadores como número de contaminados, de internações e de mortes têm caído diariamente, mesmo com a retomada das atividades presenciais nos diferentes setores da economia. Isso mostra que é seguro retornar para a escola”, diz o dirigente.
Para ele, no entanto, poderia ser considerada a permanência no ensino remoto aos alunos com comorbidade que ainda não tenham sido imunizados. “Já sabemos que podemos aprender em diferentes locais, não precisamos necessariamente estar dentro de uma sala de aula. Mas, o espaço de socialização que a escola oferece, tão importante para o desenvolvimento socioemocional dos estudantes, não pode ser suprido pela tecnologia”, complementa Eizerik.
Levantamento do Sinepe/RS divulgado no final de setembro dava conta de que sete em cada dez escolas particulares já estavam recebendo todos os alunos em sala de aula.
Para o grupo Direito ao Ensino Não Presencial Durante a Pandemia, ainda não é o momento da retomada presencial total no Estado. Segundo Cassiana Lipp, uma das coordenadoras do movimento, o colegiado mantém o posicionamento de que o retorno presencial somente poderá ocorrer quando houver uma segurança maior sobre a circulação do coronavírus entre a comunidade escolar.
"Só se pode pensar numa retomada presencial quando tivermos próximo de 80% de toda a população vacinada e os adolescentes com segunda dose. Temos de proteger os familiares, alunos, funcionários, professores e suas famílias. Colocando todos na presencialidade o risco será muito maior, o distanciamento menor e maior circulação do vírus também", enfatiza.
De acordo com ela, o ano que vem seria o período ideal para se levantar esse debate, e somente diante do avanço da imunização de todos os gaúchos.
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