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Segurança

- Publicada em 07/10/2021 às 19h04min.

Abandonado, hospital Álvaro Alvim é alvo de invasões e saques em Porto Alegre

Brigada Militar realizou incursão no interior do prédio e prendeu homem nesta quinta-feira

Brigada Militar realizou incursão no interior do prédio e prendeu homem nesta quinta-feira


ANDRESSA PUFAL/JC
Juliano Tatsch
Fechado desde abril de 2020, o hospital Álvaro Alvim vive dias de abandono. O prédio, que, antigamente, abrigava o Hospital Luterano da Ulbra, e, desde 2011, pertencia ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), vem sofrendo com constantes invasões e saques, o que vem trazendo medo para moradores da região.
Fechado desde abril de 2020, o hospital Álvaro Alvim vive dias de abandono. O prédio, que, antigamente, abrigava o Hospital Luterano da Ulbra, e, desde 2011, pertencia ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), vem sofrendo com constantes invasões e saques, o que vem trazendo medo para moradores da região.
De acordo com uma moradora que prefere não se identificar, a ausência de segurança privada na área do prédio acabou por atrair indivíduos que invadem o espaço em busca de materiais para revenda. “Há cerca de um mês, víamos invasões eventualmente. Nas últimas duas semanas, porém, quase diariamente estamos vendo gente invadindo o prédio”, afirma. A moradora, que mora ao lado do hospital desde o início do ano passado, diz que, inicialmente, as invasões ocorriam à noite, mas, nos últimos dias, passaram a se dar em qualquer hora, inclusive cedo da manhã. “Estamos com medo até de que, daqui a pouco, eles fiquem ali dentro, como invasão mesmo. Tivemos assalto na frente do nosso prédio nesses dias, o que nunca havia acontecido antes”, aponta.
Localizado na esquina entre as ruas Professor Álvaro Alvim e São Vicente, no bairro Rio Branco, a estrutura abrigava um ambulatório do Clínicas, e recebia, principalmente, pacientes com necessidade de atendimento psiquiátrico. No início de abril do ano passado, o HCPA desativou temporariamente a unidade de saúde, com o objetivo de realocar os profissionais para a sede principal do hospital, visando ao reforço da capacidade de atendimento em meio à pandemia do novo coronavírus. Em setembro, a administração do Clínicas comunicou que não iria reabrir o Álvaro Alvim.
Devolvido à União, o prédio foi cedido para a prefeitura de Porto Alegre em março deste ano para ser usado no atendimento de pacientes em um momento de pico da pandemia na Capital. Após vistoria, porém, a prefeitura decidiu não fazer uso da estrutura, na medida em que necessitaria de muitas melhorias para poder ser colocada em operação. Conforme o termo de cessão, publicado no dia 19 de março no Diário Oficial da União, o prédio é avaliado em R$ 31,3 milhões.
O HCPA não possui mais relação com a estrutura. No dia 2 de agosto deste ano, o hospital entregou oficialmente as chaves do Álvaro Alvim para a União. O Conselho de Administração do Clínicas deu aval para o encerramento das atividades da unidade em outubro de 2019, “dentro dos esforços para otimizar recursos e manter a sustentabilidade da instituição”, conforme nota divulgada pelo Clínicas.
Acionada em razão das invasões, a Brigada Militar fez, nestas quarta (6) e quinta-feira (7), duas incursões no interior do prédio para averiguar a situação. Na quarta-feira, ninguém foi encontrado, mas, na tarde desta quinta, um homem foi preso no local. O homem de 34 anos tem extensa ficha policial (lesão corporal, ameaça, desacato, posse e tráfico de entorpecentes posse, perturbação ao sossego, dano ao patrimônio, roubo e injuria) foi detido por furto de fios elétricos. Como o prédio pertence ao governo federal, o homem foi encaminhado para o plantão da Polícia Federal.
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 Ainda que a responsabilidade da segurança interna seja da União, a BM realizou ação no local (Foto: Andressa Pufal/JC)
Conforme o comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento na área, tenente-coronel Alex Sandre Pinheiro Severo, a Brigada Militar irá manter o patrulhamento na região para evitar que as invasões sigam ocorrendo. No entanto, ações como as feitas nesta semana, não podem ser realizadas rotineiramente. “Aquele é um patrimônio federal, é de responsabilidade da União cuidar do patrimônio. Não fazemos segurança patrimonial, fazemos segurança pública. Na quarta-feira, fizemos uma incursão lá e não encontramos ninguém. Na tarde desta quinta-feira, fizemos novamente e prendemos um rapaz lá dentro”, destaca.
Segundo o comandante, o índice de registro de crimes na área é “bem pequeno”. Em razão disso, o tenente-coronel orienta a população para que faça os registros junto ao 190 para que a polícia possa identificar o cenário atual da segurança da região. "Nos últimos 60 dias, tenho registro de só uma ocorrência policial ali. Sempre pedimos que registrem suas ocorrências. Isso gera estatística e conseguimos identificar zonas críticas”, alerta.
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