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Justiça

- Publicada em 30/09/2021 às 11h59min.

Operações do MPF e da PF apuram suspeita de corrupção no TJRS

TJRS afirma não ter sido comunicado sobre a operação autorizada pelo STJ

TJRS afirma não ter sido comunicado sobre a operação autorizada pelo STJ


JOYCE ROCHA/JC
O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) cumprem, na manhã desta quinta-feira (30), mandados de busca e apreensão em endereços em Porto Alegre e Venâncio Aires, no Interior do Rio Grande do Sul. A ação objetiva colher elementos para instrução de inquérito instaurado para apurar supostos crimes como corrupção e venda de decisões judiciais envolvendo integrante do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).
O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) cumprem, na manhã desta quinta-feira (30), mandados de busca e apreensão em endereços em Porto Alegre e Venâncio Aires, no Interior do Rio Grande do Sul. A ação objetiva colher elementos para instrução de inquérito instaurado para apurar supostos crimes como corrupção e venda de decisões judiciais envolvendo integrante do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).
Ao todo, três investigados são alvos dos mandados que não incluem prisões. A medida cautelar foi autorizada pela ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com o pedido do MPF, assinado pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, os indícios de prova a respeito do comércio de decisões do TJRS são consistentes e diversificados, apresentando conexão com investigações da Operação Barbeiro, que tramitou na 3ª Vara Criminal da Comarca de Venâncio Aires.
De acordo com a investigação, as evidências são oriundas de "fontes independentes que convergem para a prática de condutas criminosas, especialmente do grande volume de transações financeiras suspeitas pelos investigados no período sindicado, cuja origem pode ser a negociação de decisões judiciais”, justifica o MPF.
Procurado pela reportagem do Jornal do Comércio, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul informou, por meio de sua assessoria, que não foi comunicado sobre a operação. “Pelas informações divulgadas até o momento, o assunto tramita em Brasília, em segredo de justiça. O TJRS está à disposição para colaborar no que for de sua alçada”, diz o tribunal gaúcho.
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