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Ensino Superior

- Publicada em 17h41min, 08/06/2021. Atualizada em 10h46min, 31/08/2021.

Ufrgs desliga quase 200 estudantes que tinham matrícula provisória

A pandemia acabou elevando e dificultando a análise das documentações dos alunos

A pandemia acabou elevando e dificultando a análise das documentações dos alunos


MARCO QUINTANA/JC
Andressa Vieira
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) começou a desligar 195 estudantes que estavam com matrícula provisória. Comunicado sobre a medida, enviado na seman passada por e-mail aos alunos nessa condição, ressalta que, após a finalização da análise da documentação de ingresso, os candidatos que não tiveram a homologação dos documentos ou indeferidos recursos serão desligados da instituição no fim do segundo semestre de 2020, que se encerra este mês.
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) começou a desligar 195 estudantes que estavam com matrícula provisória. Comunicado sobre a medida, enviado na seman passada por e-mail aos alunos nessa condição, ressalta que, após a finalização da análise da documentação de ingresso, os candidatos que não tiveram a homologação dos documentos ou indeferidos recursos serão desligados da instituição no fim do segundo semestre de 2020, que se encerra este mês.
A instituição adota o sistema de matrículas provisórias desde 2016. Em 2018, a demanda teve grande aumento, o que gerou maior espera na avaliação da documentação. A pandemia do novo coronavírus também ajudou a adiar as avaliações dos processos devido às limitações de atividades presenciais.  
“A universidade não tem servidores suficientes para fazer a análise na velocidade que seria importante, por isso o atraso”, explica, por nota, a Comissão Coordenadora do Ingresso em Cursos de Graduação.
Entre os candidatos que não cumpriram as regras do edital da instituição, há três situações: falta de comprovante da conclusão do Ensino Médio, obrigatória para ingressar no Ensino Superior, documentação incompleta para atender ao edital e não comprovação de renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita.
Estudantes que não participaram das sessões de verificação presencial da heteroidentificação, não comprovaram a condição de pessoa com deficiência e de egresso de escola pública também estão sendo desligados.
A Coordenadoria de Acompanhamento do Programa de Ações Afirmativas (CAF) da Ufrgs também relata a dificuldade em fazer a heteroidentificação dos cotistas negros e indígenas. "Tivemos matrícula provisória pela falta de condições sanitárias pra se fazer o procedimento presencial”, esclarece o coordenador da CAF, Edilson Nabarro. Ele cita que foi levada a proposta ao Conselho Universitário (Consun) para realizar a verificação de mãe de modo remoto na pandemia.
A estudante de Ciências Jurídicas Roberta Marques ingressou na Ufrgs no segundo semestre de 2019 como egressa do Sistema Público de Ensino Médio e está na lista de desligados. A estudante garante que a renda familiar bruta mensal é igual ou inferior a 1,5 salário mínimo nacional per capita, critério para cursar a Ufrgs pelas cotas.
Roberta alega que não teve acesso ao contrato para esclarecimento da venda do apartamento da sua família, solicitado pela universidade durante a pandemia. Ao saber do desligamento, a estudante diz que desconhecia a documentação que havia gerado o indeferimento do processo para cursar a faculdade. 
“Fiz um documento autenticado no cartório e mostrei para eles dizendo que depois iria conseguir o final, que não tinha em mãos. Hoje tenho esse documento, só que não deixam mais a gente apresentar”, lamenta a agora aluna desligada que irá recorrer a decisão da universidade. 
O Grupo de Trabalho (GT) das Matrículas do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que monitora os casos de estudantes com vínculo negado ou com inscrição provisória, informou que está em contato com os alunos que foram desligados. Nos anos anteriores, o DCE foi comunicado pela reitoria do procedimento, mas argumenta que a conduta recente não foi informada antes de ser efetivada.
"O atual desligamento pegou todo mundo de surpresa. Nunca vimos inclusive tanta gente sendo desligada como neste semestre", reage Vitória Maciel Farias, da coordenação do GT das Matrículas.
Durante os últimos anos, como em 2019 e 2020, editais foram alterados para que os estudantes consigam apresentar toda a documentação e não percam as vagas, garante a Comissão Coordenadora de Ingresso em Cursos de Graduação.
Nessa segunda-feira (7), o DCE e outros grupos do movimento estudantil fizeram um ato no campus Central para pedir a revisão do desligamento dos alunos. Cerca de cem pessoas participaram da manifestação.
Um documento com as reivindicações foi entregue ao chefe de gabinete da reitoria, Paulo Mayorga. O representante da administração disse que a decisão sobre as matrículas provisórias devem ser mantidas, mas admitiu que podem ocorrer retificações em casos de erro no procedimento.
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