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Violência

- Publicada em 20h16min, 07/05/2021. Atualizada em 20h20min, 07/05/2021.

Sobe para 28 o número de mortos na operação policial do Jacarezinho

Um dia após a operação policial mais letal do Rio de Janeiro, ainda havia corpos que não haviam sido levados ao IML

Um dia após a operação policial mais letal do Rio de Janeiro, ainda havia corpos que não haviam sido levados ao IML


MAURO PIMENTEL / AFP/ DIVULGAÇÃO/ JC
O número de mortos na operação policial na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, subiu para 28, de acordo com o governo do Rio de Janeiro.
O número de mortos na operação policial na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, subiu para 28, de acordo com o governo do Rio de Janeiro.
Segundo o estado, 26 dos 27 civis mortos tinham registro na ficha criminal. De acordo com o governo, as novas três vítimas morreram no hospital.
Um dia após a operação policial mais letal do Rio de Janeiro, ainda havia corpos que não haviam sido levados ao IML (Instituto Médico Legal) para serem periciados. Famílias aguardavam para identificá-los em frente à unidade.
Segundo a Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a direção do instituto informou que 19 mortos haviam chegado até a manhã desta sexta (7). O grupo divulgou uma lista com 16 nomes, com idades de 18 a 43 anos.
Até a noite desta quinta (6), o único corpo que havia sido periciado era o do policial André Frias, 48, que foi atingido na cabeça e chegou a ser socorrido no hospital, mas não resistiu. "Ontem saímos daqui às 20h e o IML funciona até as 19h, e era o único corpo", disse a advogada Patrícia Felix Padula.
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que nem todos os mortos que foram levados a hospitais municipais durante a operação foram retirados dos necrotérios até o momento. O número informado pela pasta por volta das 11h, porém, não batia com o número do IML, que é subordinado à chefia da Polícia Civil.
A prefeitura diz que 13 das 20 pessoas que já chegaram mortas ao Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio, permaneciam na unidade até esse horário. "Os demais [7] foram retirados pela Defesa Civil e levados para o IML esta manhã".
Outras duas vítimas tiveram como origem o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier (zona norte): o policial que morreu durante o atendimento e um paciente que já chegou morto, segundo a secretaria. Outras três pessoas feridas foram a hospitais municipais e receberam alta.
Segundo o advogado da comissão da OAB, Rodrigo Mondego, a demora pode ter ocorrido pela falta de "rabecões", veículos que transportam mortos. Ele diz que só havia um disponível, onde só caberiam cerca de quatro corpos por vez, e que no IML também há poucos peritos.
"Primeiro esses corpos não deveriam ter ido para o hospital, porque estavam mortos. Deveriam ter sido levados diretamente para o IML", afirma. "O procedimento no caso do policial foi correto, não há estranheza. Mas no caso dos outros mortos é uma demora não usual."
Agência Folhapress
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