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Educação

- Publicada em 13h15min, 03/05/2021.

Volta às aulas presenciais na rede estadual é fraca, com escolas ainda fechadas

Na Escola Landel de Moura, no bairro Tristeza, os pais foram informados que não havia condições de receber os estudantes

Na Escola Landel de Moura, no bairro Tristeza, os pais foram informados que não havia condições de receber os estudantes


LUIZA PRADO/JC
Marcelo Beledeli
O retorno das aulas presenciais nas escolas da rede estadual, que deveria iniciar nesta segunda-feira (3), não ocorreu em grande parte dos estabelecimentos de ensino. Falta de pessoal e infraestrutura, assim como o fato dos pais dos alunos não terem entregue os termos de responsabilidade referentes ao retorno às atividades, foram alguns dos motivos apontados pelas direções das escolas para que as aulas presenciais não terem recomeçado.
O retorno das aulas presenciais nas escolas da rede estadual, que deveria iniciar nesta segunda-feira (3), não ocorreu em grande parte dos estabelecimentos de ensino. Falta de pessoal e infraestrutura, assim como o fato dos pais dos alunos não terem entregue os termos de responsabilidade referentes ao retorno às atividades, foram alguns dos motivos apontados pelas direções das escolas para que as aulas presenciais não terem recomeçado.
Pelo calendário escalonado do governo gaúcho, nesta segunda-feira as aulas presenciais recomeçariam para os alunos da Educação Infantil e 1º e 2º anos do Ensino Fundamental. No entanto, em cinco escolas de Porto Alegre verificadas pelo Jornal do Comércio pela manhã, apenas uma estava recebendo alunos.
Na Escola Estadual de Ensino Fundamental Monsenhor Roberto Landell De Moura, no bairro Tristeza, nenhum aluno teve aula presencial. Os pais foram informados pela direção que não havia condições de receber os estudantes. “Estamos com apenas um funcionário de limpeza, sem monitora e sem condições de garantir a segurança das crianças. Tivemos casos de Covid em nossa equipe, com uma merendeira e uma supervisora”, explica a diretora Édi Maria Soares de Freitas.
Na Escola Gabriela Mistral, no bairro Santo Antônio, que tem 386 alunos, a falta de funcionários também impediu o retorno das aulas. “Alguns entraram em licença, especialmente da limpeza, mas o Estado ainda não mandou os trabalhadores terceirizados para substitui-los”, comenta Aline Dornelles, diretora da escola. Enquanto os funcionários substitutos não chegam, a direção está recebendo os termos de responsabilidade dos pais dos alunos. “A condição de retorno é que a escola cumpra um check list de segurança. Assim que todas as questões estiveram resolvidas, acredito que possamos retornar com as aulas presenciais”, afirma Aline.
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Falta de funcionários impediu o retorno das aulas na Escola Gabriela Mistral, no bairro Santo Antônio. Crédito: Luiza Prado/JC
A falta da entrega dos termos de responsabilidade pelos pais foi o motivo apresentado por Luciara Martins Goulart, vice-diretora da manhã da Escola Ensino Fundamental Leopoldo Tietbohl, no bairro Petrópolis, para as aulas não terem reiniciado presencialmente. “Estamos tendo reuniões com eles. A maioria dos pais não querem trazer seus filhos pequenos”, explica. Segundo Luciara, a expectativa é de que talvez na quarta-feira possam ser retomadas as classes para alguns alunos das séries iniciais.
A Escola Estadual de Educação Básica Presidente Roosevelt, no bairro Menino Deus, estava fechada por motivo de luto. Após dois meses internado, um de seus funcionário faleceu devido aos efeitos do coronavírus. Um cartaz colado no portão explica: “Direção, professores e funcionários da escola presidente Roosevelt de luto pelo falecimento do colega José Ricardo, secretário da escola, mais uma vítima da covid-19”.
A exceção foi a Escola Estadual de Educação Básica Gomes Carneiro, na Vila Ipiranga. Nesta manhã, duas turmas, com 15 estudantes do 1º ano e outros 15 do 2º ano, foram recebidas no local. “Eles interagiram bem com as professoras, estavam animados por ver os colegas”, afirma Débora Mendes Figueira, vice-diretora da manhã. Na parte da tarde, eram esperadas mais duas turmas de 15 alunos cada.
Os alunos tiveram que cumprir os protocolos estabelecidos, como uso de máscara e distanciamento entre as carteiras. Também era oferecido álcool em gel e feita a aferição de temperatura. Segundo Débora, os resultados positivos indicam que a escola conseguirá receber os demais estudantes das séries mais avançadas.
A Secretaria da Educação informou que divulgaria ainda nesta segunda-feira o número de escolas que efetivamente retonaram às aulas presenciais no Estado.
Modelo para o retorno
O modelo para o retorno das atividades presenciais nas escolas é híbrido, com aulas presenciais e também remotas. A carga horária diária para o Ensino Fundamental deverá ser composta por três horas presenciais e uma hora remota. No Ensino Médio, a carga horária diária deverá ser de três horas presenciais e duas horas remotas.
A volta às salas de aula se tornou possível em razão de o governo do Estado ter realizado alterações no modelo de distanciamento controlado e instituído a bandeira vermelha após uma série de derrotas na Justiça que impediam a volta dos alunos às escolas com o cenário de bandeira preta. No entanto, os questionamentos judiciais seguem.
Na semana passada, o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers-Sindicato) e a Associação de Pais e Mães pela Democracia (APMD) entraram com uma ação pedindo a suspensão do retorno às escolas. Uma audiência de conciliação com representantes do governo do Estado no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) começou na manhã desta segunda-feira para tentar solucionar o impasse.
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