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EDUCAÇÃO

- Publicada em 18h33min, 25/04/2021. Atualizada em 09h51min, 26/04/2021.

Pais em defesa das aulas presenciais protestam em frente ao Piratini e à casa de magistrada

Grupo protestou em frente à residência da juíza e no Palácio Piratini

Grupo protestou em frente à residência da juíza e no Palácio Piratini


REPRODUÇÃO/JC
Fernanda Crancio
Atualizada às 9h55min de 26/04/2021 - Na tarde deste domingo (25), um grupo de pais ligados ao movimento Lugar de Criança é Na Escola se manifestou, em Porto Alegre, contra a decisão judicial que suspendeu a volta das aulas presenciais, previstas para esta segunda-feira (26).
Atualizada às 9h55min de 26/04/2021 - Na tarde deste domingo (25), um grupo de pais ligados ao movimento Lugar de Criança é Na Escola se manifestou, em Porto Alegre, contra a decisão judicial que suspendeu a volta das aulas presenciais, previstas para esta segunda-feira (26).
Em carreata, fizeram buzinaço e percorreram as ruas da Capital em protesto, concentrando os atos em frente ao Palácio Piratini  e à residência da juíza que manteve a proibição das atividades escolares. A direção do Tribunal de Justiça (TJ-RS) repudiou o protesto
A convocação do coletivo se espalhou por meio das redes sociais e grupos de Whatsapp, chamando o protesto primeiro para a casa da magistrada. No local, após buzinaço, o grupo saiu dos carros e iniciou o ato em frente ao prédio, batendo panelas e expondo faixas em defesa das aulas presenciais, com dizeres como "pelo fim do lockdwn infantil", "libertem as criança do RS" e "os pais têm direito de escolha". Crianças também participaram da manifestação, levando balões e cartazes.
Na sequência, os carros se deslocaram ao Palácio Piratini, onde o protesto seguiu em frente ao acesso principal da residência do governador, na Praça Marechal Deodoro.
Em nota de repúdio, a Associação de Juízes do Rio Grade do Sul (Ajuris) condenou o que chamou de "ameaça a juízes e juízas em suas residências por conta de decisões tomadas no âmbito de suas atribuições profissionais". Assinado pelo presidente da entidade, Orlando Faccini Neto, o comunicado reitera que "tal tipo de protesto é um despropósito, uma violência moral que põe em risco não apenas a magistrada, mas também sua família".
A nota reforça que a questão da volta às aulas segue em análise judicial e que a sessão está prevista para se encerrar na quarta-feira (28), e critica a decisão do Executivo gaúcho de publicar decreto da cogestão da educação, voltado a permitir as aulas em bandeira preta aos municípios que adotarem regras de bandeira vermelha. "Parece imprópria e repentina a alteração de critérios, pelo governo do Estado, precipitando nova discussão, quando em poucos dias ter-se-ia o julgamento do tema".
Por fim, o presidente declara: "A Ajuris entende que toda decisão judicial causa descontentamento à parte sucumbente, e pode gerar o debate público, salutar em democracia; mas jamais aceitaremos que a reação às decisões represente ameaça à segurança fisica das magistradas, magistrados e seus familiares".
Faccin Neto também destaca que a divulgação do endereço e perturbação da tranquilidade doméstica "é prática repugnante e que precisa cessar de imediato".
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